Ana Maria Braga critica escolhas da filha e comete gafe sobre autismo

Ana Maria Braga comenta decisões familiares e aborda temas polêmicos, gerando repercussão nas redes sociais.
Redação NC News
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Ana Maria Braga expõe divergências com a filha Mariana Maffeis, critica parto natural em casa e criação sem telas e comete uma gafe sobre autismo no Fantástico, exibido em 28 de junho de 2026.

Conflito familiar em rede nacional

No quadro “Posso perguntar?”, do Fantástico, a apresentadora do “Mais Você” fala sem rodeios sobre as escolhas da filha, que adota um estilo de vida chamado por ela de “natural”. Mariana já se posiciona contra a vacinação, opta por parto em casa e restringe o uso de tecnologia pelos filhos.

Provocada por uma participante sobre como a filha a faz refletir sobre valores pessoais, Ana responde que admira a postura, mas discorda de pontos centrais. “A Mariana é uma menina muito inteligente. E ela fez as escolhas dela, tanto no casamento, como eu fiz as minhas, quanto no parto das crianças”, diz.

O tema do parto desencadeia a maior crítica. “Ela fez a opção de ter parto natural, em casa, sem ninguém, que pra mim é um perigo”, afirma. Ana argumenta que a ausência de apoio profissional aumenta o risco para mãe e bebê e lembra a necessidade de atendimento rápido em caso de complicações.

A discordância se estende à criação dos netos, que não acompanham o trabalho da avó na TV por decisão da mãe. “Ela também optou por criar os filhos dela da forma dela. Eles não usam nenhum equipamento eletrônico”, conta. Em seguida, comenta o que considera exagero: “Eu acho que é radical demais, mas eu não sou a mãe das crianças. E ela dá outras opções todas para as crianças, que é a convivência com a natureza, com a vida de um jeito diferente”.

Mesmo ao criticar, Ana tenta equilibrar o discurso. “Ela vai ter os frutos disso no futuro. E eu fico muito orgulhosa dos netos e da filha que tenho”, completa, sinalizando respeito às escolhas de Mariana, ainda que discorde delas.

Gafe com autistas expõe desafio da inclusão

No mesmo quadro, Ana vive um constrangimento ao responder perguntas de pessoas no espectro autista. Questionada sobre que dica daria para alguém encontrar “um bom namorado”, ela começa com humor e autoironia. “Se tem uma coisa boa na vida é namorar. Eu sou boa de namorar, já namorei muito. Mas… rapaz do céu, que dica importante essa”, brinca.

Ao formular a resposta, porém, escorrega em um comentário que ignora uma das características mais comuns do autismo. “Eu acho que é aprender a olhar nos olhos da pessoa”, diz, sem perceber, de início, o impacto da frase para a plateia que tem justamente dificuldade em manter contato visual.

A psiquiatra Daniela Bordini, mediadora do quadro, interrompe com um “ficou difícil” e, logo depois, explica a situação à apresentadora e ao público. Ela lembra que, para a maioria dos autistas, olhar diretamente nos olhos é desconfortável e, muitas vezes, impossível.

Daniela tenta traduzir a intenção de Ana sem reforçar estereótipos. “Traduzindo o que você falou, é olhar pra alma né, mais do que olhar para os olhos”, propõe. A correção recoloca a conversa em outro registro, mais ligado à conexão afetiva do que a gestos específicos.

Ana aceita a intervenção e segue falando sobre a importância de se abrir para novos relacionamentos, mesmo depois de mágoas. O episódio, no entanto, expõe como expressões consideradas banais podem excluir justamente o público que o quadro busca acolher.

Parto, telas e vacina: debate que sai da TV

As falas de Ana sobre a filha tocam em debates sensíveis que dividem famílias e profissionais de saúde. A crítica ao parto em casa, “sem ninguém”, reforça a visão de que o hospital continua sendo o lugar mais seguro para o nascimento, posição defendida por grande parte de obstetras e entidades médicas. Grupos que apoiam o parto domiciliar, por sua vez, tendem a ver na fala um retrato do medo e da desconfiança em relação a práticas alternativas.

A opção de Mariana por manter os filhos longe de equipamentos eletrônicos também encontra eco em discussões atuais. Muitas famílias tentam reduzir a exposição de crianças a telas, mas proibi-las totalmente, como relata Ana, é o tipo de medida que costuma ser vista como extrema, sobretudo em um país conectado e com forte presença da televisão na rotina doméstica.

O posicionamento contrário à vacinação, mencionado no histórico da filha, amplia o campo de disputa. Enquanto especialistas tratam imunização como política pública essencial desde o século passado, grupos antivacina ganham visibilidade nas redes sociais e influenciam decisões individuais. Quando uma figura de enorme alcance como Ana Braga critica parte do pacote de escolhas “naturais” da filha, reforça a voz de quem defende a medicina convencional, mesmo sem entrar em detalhes técnicos.

A gafe com o público autista, corrigida ao vivo, adiciona outra camada à discussão. O episódio evidencia o choque entre linguagem cotidiana e conceitos de inclusão. Frases como “olhar nos olhos” ainda aparecem como sinônimo de sinceridade e afeto, mas, quando ditas diante de pessoas que não conseguem fazer isso, reforçam a sensação de inadequação.

A presença de uma mediadora especializada, como Daniela Bordini, mostra a tentativa da TV de se adaptar a essa nova sensibilidade, oferecendo contexto e correção imediata. Para o público, o momento funciona como um lembrete de que inclusão não depende apenas de abrir espaço, mas também de rever palavras, metáforas e conselhos prontos.

Vida amorosa em exibição e próximos capítulos

Enquanto enfrenta controvérsias, Ana alimenta a faceta mais romantizada de sua imagem pública. O casamento com Fábio Arruda ganha espaço em aparições raras na TV, com trocas de beijos ao vivo e demonstrações de afeto. A apresentadora Eliana chega a dizer que Ana “merece ser amada e cuidada”, reforçando a narrativa de recomeço afetivo após perdas e tratamentos de saúde.

Essa exposição aproxima o público, que acompanha há décadas a trajetória da apresentadora, hoje na faixa dos 70 anos, entre programas matinais, doenças graves e retomadas. A mesma sinceridade que humaniza, porém, também a coloca no centro de polêmicas, como mostram as reações esperadas às falas sobre parto, tecnologia e autismo.

Nos próximos dias, a repercussão deve se espalhar por redes sociais, programas de variedades e colunas de TV. Grupos de defesa do parto humanizado e do ativismo autista tendem a cobrar posicionamentos mais cuidadosos. Setores da saúde podem aproveitar o episódio para reforçar campanhas em defesa da vacinação e da assistência profissional ao parto.

A própria Ana, acostumada a se explicar em frente às câmeras, pode usar o “Mais Você” para detalhar suas opiniões e, eventualmente, se retratar por eventuais ofensas involuntárias. A entrevista no Fantástico, ao colocar lado a lado conflito familiar, gafe e romance, revela a força e o risco de uma carreira construída na exposição permanente da vida privada.

O que aconteceu hoje com a Ana Maria Braga?

Ana Maria Braga participou do quadro “Posso perguntar?”, do Fantástico, onde criticou escolhas da filha, cometeu uma gafe com autistas e falou da vida amorosa com o marido.

Ana Maria Braga quantas vezes casou?

Ana Maria Braga já se casou algumas vezes ao longo da vida, mas o número exato de casamentos não é detalhado na entrevista citada nem nas informações disponíveis aqui.


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