Grávida, Bruna Biancardi transforma Mundial em passarela verde‑amarela

Bruna Biancardi destaca estilo único e apoio à seleção em evento esportivo internacional.
Redação NC News
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Bruna Biancardi transforma a arquibancada do estádio em Houston, no Texas, em vitrine de moda neste 29 de junho de 2026. A influenciadora, grávida da terceira filha com Neymar Jr., exibe nas redes sociais uma sequência de looks para acompanhar o Brasil contra o Japão, alternando produções elaboradas e um visual que define como “basiquinho”.

O movimento vai além do apoio ao marido no Mundial de Seleções. Bruna usa a visibilidade dos jogos para lançar um projeto de moda que valoriza marcas autorais brasileiras e coloca estilistas e designers independentes sob holofotes globais, ao mesmo tempo em que acende um debate sobre consumo, estilo e ostentação.

Camisa dedicada por Neymar e virada para o “basiquinho”

Horas antes da partida em Houston, Bruna aparece no Instagram com um tomara-que-caia em verde e amarelo, estruturado como uma releitura da camisa da seleção, com o número 10 bordado em homenagem a Neymar. O figurino faz parte de uma leva de produções planejadas para cada jogo, pensadas como narrativa visual ao longo do torneio.

Pouco depois, ela abandona o look de passarela e surge com a camisa oficial do Brasil, autografada pelo atacante. No peito, a dedicatória que ela mostra em vídeo durante o primeiro tempo: “Ao meu amor. Beijo do seu lindo. Te amo”, escreve Neymar, ao lado de um coração e da assinatura. A peça é combinada a uma calça jeans preta com recortes estratégicos. Na legenda, ela reduz o drama: “Basiquinha pra hoje. Deus nos abençoe! Vai, Brasil”.

A escolha mais simples, após uma série de produções sob medida, provoca reações imediatas. Entre elogios à “torcedora estilosa”, surgem críticas severas. “Misericórdia povo tem tanto dinheiro e não sabe se arrumar”, dispara uma internauta. Comentários sobre gosto pessoal se misturam a questionamentos sobre o custo dos figurinos anteriores, reforçando a polarização que acompanha a rotina da influenciadora desde o início do Mundial.

Filhas combinando, stylist em evidência e bastidores abertos

Mavie, de 2 anos, e Mel, de 1, repetem a lógica da mãe: torcida como espetáculo de moda. Para o duelo com o Japão, as duas vestem vestidos plissados verde-limão, com o escudo da seleção bordado na frente e detalhes em amarelo e azul na gola. As peças integram coleção idealizada por Carol Cabrino, esposa do capitão Marquinhos, que também transforma a família em extensão de um projeto de estilo nas tribunas.

Os looks de Bruna e das filhas são coordenados por Alessandro Finizia. O stylist assina uma espécie de “cápsula da Copa” para a influenciadora, construída jogo a jogo, com marcas autorais e artistas brasileiros. Ele revela a estratégia em vídeo publicado no YouTube, onde ela mostra provas de roupa, ajustes e sessões de foto. “A visão de um projeto de Copa, na minha visão, é uma coisa muito mais macro. É que nem uma semana de moda. A gente está te posicionando em algo. De forma sutil, mas tem um posicionamento”, diz Finizia.

Desde a estreia do Brasil, a narrativa é consistente. Contra o Marrocos, Bruna usa calça jeans wide leg e corselet que imita o desenho da camisa da seleção, num verde vibrante. Diante do Haiti, troca o óbvio por um vestido tomara-que-caia verde-escuro, em tecido tramado, que cria relevo e efeito quase escultórico.

No jogo seguinte, contra a Escócia, leva a proposta ao limite performático: um corselet feito de chuteiras brancas desconstruídas, montado em placas, combinado com calça preta e muitos acessórios. Na orelha, um ear cuff em ouro com as iniciais de Neymar, esculpido à mão pela joalheria brasileira Apricus, sai por R$ 2.590. A designer e fundadora da marca, Gabriela Nascimento Doucette, de 29 anos, conta que desenvolve a peça em cerca de duas semanas, após convite do próprio Finizia.

Moda, paixão e mercado em volta do Mundial

A presença de Bruna nas arquibancadas, sempre registrada em close pelos cinegrafistas e replicada em sua conta no Instagram, onde mantém milhões de seguidores, carrega um subtexto claro. O projeto de moda funciona como vitrine global para uma cadeia inteira: estilistas, ateliês de pequeno porte, joalherias, equipes de beleza, fotógrafos e videomakers especializados em conteúdo digital.

Os bastidores publicados no YouTube e nos stories do Instagram explicitam esse ecossistema. Mostram araras cheias de peças em verde e amarelo, provas de roupa com ajustes milimétricos na região da barriga, já crescida pela nova gestação, e conversas sobre caimento, conforto no calor do verão norte-americano e impacto visual na câmera. Tudo sob o pano de fundo do Mundial, com a família como personagem central.

Enquanto Bruna desfila nas arquibancadas, Neymar entra em campo com chuteiras personalizadas, levando no pé os nomes dos quatro filhos: Davi Lucca, de 14 anos, Helena, de 1, além de Mavie e Mel. A simetria entre o afeto exibido na dedicatória da camisa e as chuteiras customizadas reforça a imagem de um clã que faz do torneio um álbum público, no qual futebol e intimidade se misturam.

Esse pacote interessa a setores diversos. O marketing esportivo ganha narrativas paralelas ao jogo. A moda autoral brasileira acessa plateias que dificilmente alcançaria sozinha. A joalheria de luxo se associa à emoção do estádio e ao apelo romântico das dedicatórias. Agências de comunicação e conteúdo digital aproveitam o engajamento em tempo real, turbinado por compartilhamentos e cortes de vídeo em múltiplas plataformas.

Debate sobre ostentação e próximos lances do projeto

A mesma engrenagem que impulsiona marcas e criadores gera ruído. Nas redes, parte do público celebra a criatividade das peças, a escolha por artistas brasileiros e a forma como Bruna atualiza o figurino tradicional de torcedora. Outra parte reage com incômodo aos valores envolvidos, ao aspecto conceitual de alguns looks e à exposição quase diária de bastidores.

Os comentários sobre estilo se misturam a julgamentos morais e sociais. Em tempos de desigualdade acentuada no Brasil, a combinação de luxo, evento esportivo popular e narrativa familiar produz um campo fértil para críticas à ostentação. Nesse ambiente, cada calça rasgada, cada corselet de chuteiras, cada joia de quatro dígitos se torna símbolo a ser defendido ou atacado.

Para Bruna, o desafio nos próximos jogos do Mundial será manter o equilíbrio entre o projeto estético e as expectativas da audiência. A continuidade das produções é dada como certa. O que pode mudar é o tom da comunicação: mais ênfase no trabalho de estilistas, mais cuidado com sinalizações de consumo, mais espaço para conforto e simplicidade, como ensaia ao vestir a camisa dedicada por Neymar contra o Japão.

À medida que o Brasil avança no torneio, a passarela montada nas arquibancadas de Houston tende a se ampliar. Se o plano de Finizia se confirmar, cada partida vira um “desfile” pontual, com looks pensados para dialogar com o humor do país, o clima do jogo e a narrativa da própria influenciadora. A pergunta aberta é se o público continuará disposto a assistir a esse desfile paralelo ou se a fadiga do excesso de exposição vai impor um recuo. Por enquanto, entre elogios, críticas e milhões de visualizações, o projeto segue em campo.

Bruna Biancardi tem quantos filhos?

Bruna Biancardi é mãe de duas meninas com Neymar, Mavie, de 2 anos, e Mel, de 1. Ela está grávida da terceira filha do casal.


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