Câmeras registram suspeita antes e depois de casal de idosos ser encontrado morto em BH; veja vídeos

Imagens registraram a permanência da suspeita por cerca de oito horas no edifício. Polícia Civil segue investigando o caso e procura a mulher.
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Imagens de câmeras de segurança reforçam a investigação sobre a morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

As gravações mostram a principal suspeita chegando ao condomínio pouco antes das 7h30 da manhã. Nas imagens, ela aparece usando um moletom azul com uma bandeira e uma inscrição dos Estados Unidos, calça clara e carregando uma bolsa bege.

Ao chegar ao edifício, a mulher se apresenta na portaria e aguarda a autorização para entrar. Após alguns segundos, a porta é destravada e ela tem acesso ao condomínio.

A mesma sequência de imagens mostra a suspeita deixando o prédio às 15h32, cerca de oito horas depois. Desta vez, porém, ela aparece usando roupas completamente diferentes: um moletom preto e uma calça azul. Além disso, sai carregando diversas sacolas e objetos que, segundo a investigação, podem incluir parte dos bens levados do apartamento após a morte do casal.

Segundo a perícia, Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foram mortos com aproximadamente 24 golpes de arma branca. A empresária foi atingida por cerca de sete facadas, enquanto o advogado sofreu aproximadamente 17 perfurações. Ambos apresentavam sinais de que tentaram se defender.

Após deixar o condomínio, a suspeita desapareceu. De acordo com uma tia da mulher, ela deixou Belo Horizonte levando o próprio filho e teria seguido em direção ao Espírito Santo. Até a publicação desta reportagem, ela ainda não havia sido localizada.

Mãe revelou dívida com o “Jogo do Tigrinho”
Outro desdobramento da investigação surgiu após a mãe da principal suspeita conceder entrevista e revelar que a filha acumulou uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil após se viciar no chamado “Jogo do Tigrinho”.

Segundo ela, a mulher passou a ser ameaçada por agiotas e toda a família precisou recorrer a empréstimos bancários para quitar a dívida, na tentativa de encerrar as cobranças e as intimidações.

A mãe também afirmou acreditar que a filha não tenha cometido o crime sozinha e que possa ter sido manipulada por outras pessoas. Apesar disso, disse que, caso ela tenha participação no assassinato do casal, deverá responder pelos próprios atos.

A Polícia Civil, no entanto, não confirmou qualquer relação entre as dívidas relatadas pela família e o crime. A corporação informou apenas que todas as linhas investigativas permanecem abertas e que as diligências continuam.

Relembre o caso
O casal foi encontrado morto na tarde de terça-feira (30), dentro do apartamento onde morava, no quinto andar de um edifício de alto padrão no Bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A morte só foi descoberta depois que o filho das vítimas estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos eram sócios. Sem conseguir contato com os pais, ele foi até o imóvel e encontrou os dois já sem vida.

Segundo a investigação, a principal suspeita havia sido indicada por um parente de Maria Clotilde para prestar serviços na residência. O prédio possui acesso restrito, com elevador protegido por senha, e não apresentava sinais de arrombamento.

Além das mortes, a Polícia Civil apura o desaparecimento de uma bolsa de grife, dois iPhones, semijoias e outros objetos de valor. A principal linha de investigação é de latrocínio, mas a corporação ressalta que nenhuma hipótese foi descartada e que o caso segue em apuração.

 

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