México domina Equador, vence por 2 a 0 e quebra jejum de 40 anos

Com atuação sólida no Estádio Azteca, México avança às oitavas com campanha perfeita e defesa imbatível.
Redação NC News
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Com atuação avassaladora no primeiro tempo, a seleção mexicana de futebol vence o Equador por 2 a 0 na noite de 30 de junho de 2026 e garante vaga nas oitavas de final do Mundial de Seleções. O jogo começa às 23h, no Estádio Azteca, após atraso de uma hora por causa da forte chuva na Cidade do México.

Pressão desde o apito inicial

A torcida lota o Azteca sob temporal, mas não vê cautela. O México parte para cima desde o primeiro minuto e transforma o Equador em presa fácil. Em meia hora, a equipe anfitriã constrói o placar e praticamente decide a classificação.

A blitz mexicana produz dez finalizações só no primeiro tempo, com Gilberto Mora, Luis Romo e Raúl Jiménez aparecendo em sequência. A defesa equatoriana afunda diante da pressão. A primeira resposta de La Tri surge em lampejo individual de John Yeboah, que dá uma caneta em César Montes e acerta a trave, no único grande susto aos donos da casa antes do intervalo.

O domínio mexicano, destacado pela imprensa local, é absoluto. “O México atropelou o Equador no primeiro tempo, impondo uma pressão sufocante desde o apito inicial”, registra o UOL. A sensação nas arquibancadas é de que o gol é questão de tempo.

Gols de Quiñones e Jiménez abrem caminho

Aos 21 minutos, o Azteca explode. Roberto Alvarado puxa contra-ataque do meio-campo e lança Julián Quiñones na área. O atacante limpa a marcação e solta uma bomba no ângulo, sem defesa para Hernán Galíndez.

Nove minutos depois, o Equador se complica de vez. Joel Ordóñez erra feio na saída de bola, Jiménez recupera, tabela com Quiñones na meia-lua e emenda chute forte, de novo no alto, para fazer 2 a 0. O goleiro equatoriano assiste à festa mexicana sem reação.

O segundo gol carrega um simbolismo extra. “Raúl Jiménez chegou a 47 gols, deixou Jared Borgetti para trás e agora está a cinco de alcançar Javier ‘Chicharito’ Hernández”, destaca o UOL. O camisa 9 se isola como segundo maior artilheiro da história da seleção mexicana aos 35 anos, no seu quarto Mundial.

O Equador tenta reagir ainda antes do intervalo. Yeboah, novamente em jogada individual, passa por dois marcadores e acerta chute forte. Raul “Tala” Rangel aparece com defesa decisiva, preservando a vantagem e o status de defesa menos vazada do torneio.

Jogo controlado e expulsão por ‘Lei Vini Jr.’

O México volta do intervalo sem diminuir o ritmo. Logo no primeiro minuto, Alvarado entra livre pela direita e quase amplia, batendo colocado para fora. A partir daí, a equipe de Javier Aguirre passa a administrar o resultado com posse de bola e triangulações curtas.

O Equador se lança ao ataque. Sebastián Beccacece coloca mais atacantes em campo, mas o time esbarra na organização da dupla de zaga formada por César Montes e Johan Vásquez. As principais chegadas ficam restritas a chutes de fora da área, como a tentativa de Pedro Vite e um lance isolado de Kevin Rodríguez, que desperdiça boa chance cara a cara com Rangel.

Na bola parada, o México quase transforma a vitória em goleada. Em escanteio pela direita, Montes sobe sozinho e testa firme. Galíndez reage com uma defesa à queima-roupa que impede o terceiro gol e evita um vexame ainda maior para os equatorianos.

Os acréscimos trazem o lance mais simbólico do novo ambiente disciplinar do futebol. Piero Hincapié é flagrado pelo árbitro de vídeo tampando a bola para falar com Santiago Giménez, gesto proibido desde a adoção da chamada “Lei Vini Jr.”, que coíbe conversas escondidas e potenciais ofensas. “Nos acréscimos, o zagueiro Piero Hincapié, do Equador, tampou a bola para falar com o adversário, algo que não é mais permitido após a nova recomendação da Fifa”, lembra a CNN Brasil.

Slavko Vincic consulta o monitor do VAR e expulsa o defensor. O vermelho, mais do que interferir no placar já definido, expõe a dificuldade equatoriana em se adaptar às novas diretrizes de arbitragem e reforça o protagonismo da tecnologia na gestão do jogo.

Jejum quebrado, moral em alta

A noite no Azteca ultrapassa o resultado em si. A vitória por 2 a 0 mantém o México com 100% de aproveitamento no Mundial, com triunfos sobre África do Sul, Coreia do Sul, Tchéquia e Equador, e defesa sem sofrer gols. O time chega também a 12 jogos de invencibilidade, com dez vitórias e dois empates. Em casa, o tabu cresce: são oito vitórias e dois empates em jogos de Mundial no estádio.

O peso histórico é ainda maior. “Esta foi a primeira vitória da El Tricolor em um jogo de mata-mata de Mundial desde 1986”, lembra a CNN Brasil. São 40 anos de frustrações encerradas na mesma arena que projetou a geração de Hugo Sánchez.

O impacto vai além das quatro linhas. A classificação com autoridade fortalece Javier Aguirre diante de uma torcida acostumada a quedas precoces. O bom momento reacende o interesse da mídia internacional, estimula o marketing esportivo e impulsiona o turismo local, em um cenário em que o México aparece não só como anfitrião, mas como candidato real a ir além das oitavas.

Do outro lado, o Equador volta a lidar com uma eliminação dolorosa. A seleção repete a saída precoce de 2006 e deixa a competição sem alcançar o objetivo de chegar novamente ao mata-mata. O desempenho instável e a expulsão de Hincapié aumentam a pressão sobre Beccacece e sobre a federação, que vê renovações recentes em xeque.

Próximo capítulo no Azteca

O México agora espera o vencedor de Inglaterra x RD Congo, duelo marcado para 1º de julho, em Atlanta, para saber o rival nas oitavas. O próximo compromisso mexicano está agendado para 5 de julho, às 21h, novamente no Estádio Azteca, cenário em que a equipe se sente praticamente imbatível.

O confronto seguinte testará até onde vai a sequência de 12 jogos sem derrota, a solidez defensiva e o faro de gol de Raúl Jiménez, hoje a cinco bolas na rede de alcançar Chicharito. Também colocará à prova a influência crescente do VAR e das novas regras disciplinares em jogos decisivos, tendência que tende a marcar todo o mata-mata deste Mundial.

Quanto tá o jogo do México contra o Equador?

O México vence o Equador por 2 a 0, com gols de Julián Quiñones, aos 21 minutos do primeiro tempo, e Raúl Jiménez, aos 30 da etapa inicial.

O México está classificado no Mundial de Seleções?

Sim. Com a vitória por 2 a 0, o México garante vaga nas oitavas de final, mantém 100% de aproveitamento e segue sem sofrer gols na competição.

Quem foi o destaque do México contra o Equador?

Raúl Jiménez decide com um gol, participa diretamente da pressão ofensiva e alcança 47 gols pela seleção, tornando-se o segundo maior artilheiro do país.

Por que Piero Hincapié foi expulso no fim do jogo?

Hincapié é expulso após o VAR flagrar o zagueiro cobrindo a boca com a mão para falar com o adversário, conduta punida pela chamada “Lei Vini Jr.”.


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