Datafolha redesenha disputa em SP e na eleição de 2026

Pesquisa Datafolha atualiza panorama eleitoral em São Paulo e no cenário presidencial após mudanças recentes.
Redação NC News
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A nova pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S. Paulo e divulgada nesta quinta-feira (2), atualiza o tabuleiro eleitoral de 2026 em São Paulo e no país. O instituto entrevista 1.608 eleitores até esta sexta (3) e mede, ao mesmo tempo, o humor do eleitor para o governo paulista, a Presidência da República e o Senado.

Cenário enxuto favorece líderes em SP

O levantamento é o primeiro após as desistências de Kim Kataguri, do Missão, e Paulo Serra, do PSDB, na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. As saídas estreitam a disputa e reforçam a leitura, dentro das campanhas de Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, de que “a disputa pode se resolver no primeiro turno”.

Na prática, o campo fica restrito a cinco nomes: Tarcísio, Haddad, Carlos Machado, Vera Lucia e Vivian Mendes. Três deles, Machado, Vera e Vivian, são vistos por políticos e analistas como pouco competitivos, o que concentra holofotes em torno do atual governador e do ex-ministro.

A pesquisa também recolhe dados de rejeição de cada pré-candidato. Esse indicador interessa de forma especial a Haddad e Tarcísio, que já travaram duelo em 2022 e hoje testam força em cenários de segundo turno simulados pelo Datafolha.

No levantamento anterior, divulgado na primeira quinzena de março, Tarcísio liderava a disputa estadual com 44% das intenções de voto, contra 31% de Haddad no primeiro turno. Os números de agora, ainda em apuração, dirão se a vantagem se mantém após o enxugamento do quadro.

Metodologia robusta mira impacto nacional

O desenho do questionário busca capturar a fotografia mais ampla possível do eleitor em São Paulo. “Serão 1.608 eleitores entrevistados presencialmente até amanhã”, informa o colunista Lauro Jardim, que antecipou detalhes da pesquisa. “A margem de erro é de dois pontos percentuais”, completa. Segundo ele, “a pesquisa foi encomendada pela Folha de S. Paulo a um custo de R$ 185,7 mil”.

O entrevistador começa avisando que haverá eleição presidencial em 2026 e pede, de forma espontânea, o nome preferido do eleitor para presidente, governador e para as duas vagas ao Senado. Só depois apresenta listas fechadas de nomes, em cenários estimulados.

Na disputa pelo Planalto, o Datafolha organiza dois cenários com 13 possíveis candidatos e testa também três simulações de segundo turno. Na esfera estadual, repete a lógica com os cinco pré-candidatos ao governo, incluindo um confronto direto entre Tarcísio e Haddad.

O questionário ainda mede a aprovação dos governos de Lula e de Tarcísio. Esses dados funcionam como termômetro para a influência de cada gestor sobre as urnas de 2026, num estado decisivo para a eleição presidencial.

Presidência de 2026 entra no radar paulista

A seção presidencial da pesquisa interessa não apenas ao núcleo do governo federal e à oposição, mas também aos articuladores em São Paulo. O estado é o maior colégio eleitoral do país e costuma servir de termômetro para o cenário nacional.

Ao perguntar primeiro de forma espontânea, o Datafolha tenta identificar quem já está consolidado na cabeça do eleitor, sem o empurrão da lista de nomes. Só depois os 13 pré-candidatos aparecem no cartão do entrevistador, o que favorece siglas menos conhecidas e nomes ainda em fase de teste.

Os cenários de segundo turno presidencial, três ao todo, apontam potenciais embates centrais da eleição de 2026. Servem como prévia do que pode se tornar um plebiscito entre projetos opostos, a depender de quem chegar à reta final.

A busca por termos como “pesquisa Datafolha hoje”, “Datafolha presidente” e “pesquisa Datafolha para presidente 2026 hoje” tende a crescer à medida que os resultados se espalham. A medição atual ajuda a esclarecer não só quem lidera, mas também quem tem espaço para crescer até a largada oficial da campanha.

Senado e alianças sob observação

O Datafolha também ilumina uma disputa muitas vezes ofuscada pela corrida ao governo: as duas vagas ao Senado em jogo em 2026. O questionário pede ao eleitor a primeira e a segunda opção de voto, numa lista que inclui André do Prado, Guilherme Derrite, Marina Silva, Paulinho da Força, Ricardo Salles e Simone Tebet.

A forma como esses nomes se posicionam influencia diretamente negociações de chapas, alianças regionais e palanques compartilhados. Candidatos ao Senado fortes podem puxar votos para o governador de sua coligação. Políticos com desempenho fraco tendem a perder espaço em composições futuras.

As campanhas acompanham os movimentos com lupa, em especial governistas e oposição, que cruzam os índices de intenção de voto com aprovação de governo. Palácios e diretórios partidários tratam o resultado como insumo para decisões sobre onde concentrar estrutura, tempo de televisão e viagens de lideranças nacionais.

O que está em jogo até outubro de 2026

A nova pesquisa é a segunda do Datafolha neste ano, mas a primeira a refletir a desistência de Kim Kataguri e Paulo Serra. O recorte ajuda a explicar por que equipes de Tarcísio e Haddad reagem com confiança e projetam uma disputa de alto risco já no primeiro turno.

Se os números confirmarem a consolidação de apenas dois candidatos fortes ao governo, a pressão deve aumentar sobre os demais nomes para reverem estratégias, redefinirem narrativas ou até recalcularem a permanência na disputa. Em paralelo, o cenário presidencial tende a ordenar o debate estadual, com candidaturas paulistas se alinhando a projetos nacionais.

Os próximos meses devem ser marcados por novas rodadas de pesquisa Datafolha e de outros institutos, repetindo a pergunta que hoje ocupa campanhas e analistas: quem consegue ampliar seu próprio campo sem acionar o teto de rejeição. Até às urnas de 2026, cada curva nas intenções de voto em São Paulo terá repercussão direta no cálculo de poder em Brasília.

Quando sai o resultado completo da pesquisa Datafolha?

A apuração termina até 3 de julho de 2026. A divulgação começa nesta quinta (2) à tarde e se estende conforme a Folha de S. Paulo publica os recortes.

Qual a margem de erro da pesquisa Datafolha em SP?

A margem de erro informada pelo Datafolha é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando o total de 1.608 entrevistas presenciais.

A pesquisa Datafolha vale só para São Paulo ou para o Brasil?

O levantamento é feito apenas com eleitores de São Paulo, mas inclui cenários para governo estadual, Presidência e Senado, com impacto na análise nacional.


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