Ex de Roberto Justos revela que abandonou Medicina aos 17 anos após ultimato: ‘Ou casa ou faz medicina’

Sacha Chryzman revela como decisão impactou sua vida após ultimato de Roberto Justus na juventude.
Redação NC News
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Uma revelação sobre os bastidores de um dos casamentos mais comentados da alta sociedade paulistana nas últimas décadas reacendeu debates sobre carreira, gênero e autonomia feminina. A empresária Sacha Chryzman contou em uma entrevista a um podcast em julho de 2026 que, aos 17 anos, abandonou o sonho de cursar Medicina após receber um ultimato de seu então namorado, o empresário e apresentador Roberto Justus.

Segundo Sacha, o relacionamento engatou de forma relâmpago nos anos 80. Com apenas 15 dias de namoro, Justus a pediu em casamento, mas impôs uma condição que mudaria definitivamente a sua trajetória profissional. O argumento do empresário era de que a rotina exigente dos estudos médicos ocuparia pelo menos 60% do tempo da jovem, colocando a vida conjugal em segundo plano.

“Quando eu conheci meu primeiro marido, o Roberto, ele me pediu em namoro em 15 dias. Ele falou: ‘ou casa ou faz medicina’. Eu parei para pensar, não tinha muita maturidade na época. Eu tinha 17 anos e acabei abrindo mão”, relatou a empresária.

Mudança de rota e constituição familiar

Diante da pressão e da pouca idade, Sacha cedeu. Ela trocou o prestígio e a dedicação integral dos hospitais pela faculdade de Administração de Empresas. A união com Roberto Justus foi oficializada ainda na década de 80 e durou nove anos, terminando em 1989. Desse casamento nasceram Ricardo Justus e a influenciadora Fabiana Justus.

Mesmo com a mudança de curso, conciliar os estudos com a vida doméstica provou ser um desafio. Sacha revelou que precisou trancar a faculdade de Administração duas vezes devido às gestações, mas conseguiu concluir a formação quando os filhos ainda eram pequenos.

Hoje, a empresária celebra a família que construiu e a relação com os cinco netos. “A vida são escolhas. Quando você escolhe uma, você abre mão da outra. Eu não me arrependo porque eu vejo o lado bom” ponderou, afirmando que ser avó é “o amor mais puro do mundo”.

O peso do machismo e o debate estrutural

A lembrança trazida por Sacha, mais de 35 anos depois do ocorrido, expõe como as dinâmicas de poder e as expectativas conservadoras sobre o papel feminino moldavam os relacionamentos da época — e ainda ecoam atualmente.

A condição imposta pelo empresário escancara uma realidade onde os projetos femininos frequentemente precisavam ser negociados, condicionados ou descartados para preservar a estabilidade da relação, adequando-se ao projeto de vida do homem. O fato de Sacha ressaltar sua falta de “maturidade aos 17 anos” evidencia o peso da diferença de idade e de experiência entre o casal naquele momento decisivo.

A repercussão do caso nas redes sociais levantou questionamentos entre o público e especialistas sobre os limites da interferência de um parceiro em decisões de vida cruciais. Até a publicação desta reportagem, Roberto Justus não havia se manifestado sobre as declarações da ex-mulher.

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