Idoso perde R$ 290 mil em golpe e polícia investiga grupo que prometia recuperar dinheiro falso

Suspeito se passou por policial e cobrou R$ 50 mil da vítima com a promessa de recuperar valores por meio de um suposto contato no Banco Central
Redação NC News
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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Fruto do Trabalho para investigar suspeitos de envolvimento em um golpe que causou um prejuízo de cerca de R$ 290 mil a um idoso em Itaguaí, na Baixada Fluminense.

Agentes da 50ª DP (Itaguaí) cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios do Rio de Janeiro, Paracambi, Magé, São João de Meriti e Piraí.

A investigação começou depois que a vítima procurou a polícia após perder uma grande quantia em dinheiro em uma fraude.

Golpista teria se passado por policial

Segundo a Polícia Civil, após o primeiro golpe, um homem entrou em contato com o idoso afirmando ser policial e dizendo que poderia ajudar a recuperar o dinheiro perdido.

Para isso, ele teria alegado possuir um contato no Banco Central que permitiria reaver os valores e exigiu o pagamento de R$ 50 mil pelo suposto serviço.

A vítima realizou a transferência do dinheiro, mas a promessa de recuperação dos valores não se concretizou.

Investigação identificou suspeito

Durante as apurações, os agentes conseguiram identificar o beneficiário da transferência e reuniram elementos que apontam para uma possível participação dele no esquema.

A Polícia Civil informou ainda que o investigado possui três anotações criminais, incluindo uma relacionada ao uso de documento falso.

Operação busca novas provas

A ação desta quarta-feira tem como objetivo recolher materiais que possam ajudar na investigação, identificar outros possíveis integrantes do grupo e esclarecer a atuação de cada envolvido.

Os agentes também buscam entender como a organização criminosa agia e se outras vítimas podem ter sido prejudicadas pelo mesmo método.

Entenda o contexto

Golpes contra idosos costumam explorar momentos de vulnerabilidade e confiança das vítimas. Em muitos casos, criminosos utilizam falsas identidades, prometem resolver problemas financeiros ou oferecem serviços inexistentes para conseguir novos pagamentos.

A Polícia Civil alerta que órgãos oficiais, como bancos e instituições públicas, não costumam exigir pagamentos antecipados para liberar valores ou recuperar dinheiro perdido.

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