O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD) e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou a condução política do debate sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil durante uma agenda no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (9 de julho).
Em sua declaração, Caiado afirmou que o país estaria ficando em segundo plano diante da disputa eleitoral e defendeu que decisões relacionadas às relações comerciais internacionais tenham como prioridade a defesa dos interesses brasileiros.
O que Ronaldo Caiado disse sobre as tarifas de Trump?
Durante o cumprimento da agenda no Rio de Janeiro, Caiado relembrou sua posição contrária à primeira tarifação anunciada pelos Estados Unidos no ano passado e afirmou que voltou a criticar uma nova medida de aumento de impostos sobre produtos brasileiros.
“Do mês de junho do ano passado, quando nós sofremos a primeira tarifação, fui o primeiro a me posicionar, criticando duramente aquela atitude”, declarou. Segundo o ex-governador, uma nova taxação superior a 25% teria sido aplicada pelos americanos dentro de mecanismos comerciais chamados por ele de “sessão 301”.
Caiado afirmou que considera a medida uma provocação e criticou a forma como o tema vem sendo tratado por lideranças políticas brasileiras.
Crítica à disputa eleitoral envolvendo a questão internacional
Na declaração, Caiado direcionou críticas ao uso político do episódio envolvendo as tarifas americanas. O pré-candidato afirmou que, na visão dele, o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, teria buscado adiar a discussão sobre tarifas por causa do calendário eleitoral, enquanto o presidente Lula teria utilizado o confronto com o governo americano para reforçar o discurso de soberania nacional.
“Dois candidatos que não enxergam o Brasil e não defendem o Brasil, defendem um processo eleitoral próprio. O Brasil fica em segundo plano”, disse.
Caiado defende prioridade para os interesses do Brasil
O ex-governador afirmou que um presidente da República precisa colocar os interesses nacionais acima de disputas políticas.
“Acho que um candidato a presidente da República, ele tem que ter o Brasil em primeiro lugar e o foco dele tem que ser o ele tem que brigar pela defesa do país”, afirmou.
Caiado também declarou que mantém uma posição contrária à criação de barreiras comerciais contra o Brasil por diferentes países.
“Essa coerência que eu sempre guardei na minha vida e que sempre defenderei aí a não tributação, seja dos americanos, seja dos franceses que querem nos bloquear agora em dia 3 de setembro, seja dos chineses que nos impõe também mais 50% neste momento”, afirmou.
Qual é o impacto das tarifas para o Brasil?
As tarifas internacionais podem afetar setores da economia brasileira que dependem das exportações, aumentando custos, reduzindo competitividade e criando incertezas para empresas que vendem produtos ao exterior.
O debate envolve principalmente o equilíbrio entre defesa dos interesses nacionais, negociações diplomáticas e estratégias comerciais adotadas pelo governo brasileiro.
Entenda o contexto
Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e nome do PSD na disputa presidencial, tem apresentado críticas a medidas internacionais que possam impactar a economia brasileira. A discussão sobre tarifas americanas ganhou força após novas medidas comerciais envolvendo produtos brasileiros e passou a ser debatida também dentro do cenário político nacional.
A fala foi feita durante uma agenda de Caiado no Rio de Janeiro, onde o pré-candidato cumpria compromissos públicos nesta quinta-feira (9 de julho).