Vereador de MG é preso por contrabando de canetas emagrecedoras

Vereador também é policial civil e foi detido pela PRF durante abordagem na BR-262, em Betim; medicamentos irregulares, produtos à base de canabidiol e um simulacro de arma também foram apreendidos
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Uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou na prisão do presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, no Vale do Aço, na tarde de terça-feira (8), na BR-262, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Werley Glicério Furbino de Araújo (PL), conhecido como Ley do Trânsito, é vereador e também investigador da Polícia Civil de Minas Gerais. Ele foi detido após policiais encontrarem medicamentos de origem estrangeira transportados de forma irregular.

Fiscalização revelou carga escondida
Segundo a PRF, a equipe realizava uma fiscalização quando decidiu vistoriar o veículo em que o parlamentar estava. Inicialmente, os agentes localizaram um simulacro de arma de fogo. Durante uma busca mais detalhada, descobriram uma sacola escondida sob um cobertor.

Dentro dela havia diversos medicamentos importados do Paraguai sem a documentação exigida para comercialização ou entrada no Brasil. Entre os produtos apreendidos estavam canetas utilizadas em tratamentos para perda de peso, medicamentos à base de canabidiol (CBD) e outros itens de uso terapêutico.

Ainda conforme a ocorrência, o vereador assumiu ser o responsável pelo material encontrado.

Polícia Civil acompanha o caso
Após a prisão, o parlamentar foi conduzido para os procedimentos legais, enquanto todos os produtos apreendidos foram encaminhados para perícia e análise das autoridades competentes.

Além de exercer o cargo de presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, Ley do Trânsito também atua como investigador da Polícia Civil de Minas Gerais. A condição de agente de segurança pública deu ainda mais repercussão ao caso, que agora é acompanhado pela Corregedoria da corporação, responsável por apurar eventuais desdobramentos na esfera administrativa.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria-Geral e ressaltou que não tolera condutas incompatíveis com a função pública exercida por seus servidores.

A Câmara Municipal de Ipatinga informou que está reunindo informações sobre a ocorrência antes de divulgar um posicionamento oficial.

Investigação continua
As autoridades agora investigam a origem dos medicamentos, a forma como os produtos foram introduzidos no país e se há participação de outras pessoas no transporte da carga.

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