Brasil supera Polônia e se aproxima de vaga na Liga das Nações

Vitória importante em Osaka fortalece a seleção brasileira na disputa por uma vaga entre as melhores da Liga das Nações.
Redação NC News
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O Brasil venceu a Polônia por 3 sets a 1 na manhã desta sexta-feira (10), em Osaka, e dá passo importante rumo à fase final da Liga das Nações de Vôlei feminino. Em jogo tenso, a seleção confirma o resultado com parciais de 25/20, 23/25, 25/23 e 28/26, às 7h20 no horário de Brasília.

Vitória que muda o clima na reta final

O resultado diante de uma das equipes mais consistentes do torneio reduz a pressão sobre o time de Zé Roberto nas rodadas decisivas. A seleção depende apenas de si para avançar entre as oito classificadas ao mata-mata, e a vitória sobre a Polônia fortalece a posição brasileira na tabela e, principalmente, a confiança do grupo.

O duelo em Osaka abre a terceira semana da fase classificatória, etapa que define quem segue vivo na disputa. A Liga das Nações reúne 18 seleções, cada uma com 12 jogos distribuídos em três semanas. A campanha brasileira, que já era consistente, ganha peso ao derrubar a equipe apontada como melhor defesa da competição.

Bloqueio faz a diferença contra melhor defesa

O roteiro do jogo expõe o grau de equilíbrio. O Brasil controla o primeiro set por 25/20, perde o segundo por 23/25 e volta a dominar os momentos decisivos nos dois últimos, fechados em 25/23 e 28/26. A seleção cresce justamente quando mais sofre pressão.

O time brasileiro aposta pesado no bloqueio para furar a organização polonesa. A estratégia aparece em pontos diretos, mas também na quebra de ritmo das atacantes rivais. Os toques no bloqueio facilitam o trabalho de fundo de quadra, liderado pela líbero Marcelle.

A atuação da defensora se torna um capítulo à parte. Contra uma seleção rotulada como “melhor defesa da VNL”, Marcelle assume protagonismo na cobertura, nas recepções e na leitura de jogo. Ela segura ataques fortes, prolonga rallies e abre espaço para os contra-ataques brasileiros. O desempenho confirma a manchete que circula nos bastidores: “Líbero da Seleção, Marcelle é destaque contra equipe de melhor defesa da VNL”.

Sem Tainara, Zé Roberto testa soluções

A vitória também expõe a capacidade de adaptação do elenco. A ausência de Tainara, peça importante na saída de rede, obriga o técnico Zé Roberto a redesenhar o plano de jogo na reta final da competição. Como resumem analistas próximos ao grupo, “Sem Tainara, Zé Roberto busca solução para a saída na reta final da VNL”.

O ajuste passa pela distribuição de responsabilidades no ataque e pelo aumento da participação do bloqueio. Em vez de depender de uma referência única, o Brasil diversifica jogadas e alterna bolas rápidas pelo meio com ataques pelas pontas. O objetivo é explorar brechas na marcação polonesa e evitar que o sistema defensivo rival se acostume a um padrão.

Essas escolhas aparecem nos pontos finais dos sets, quando a margem de erro é mínima. O 25/23 do terceiro set e o 28/26 do quarto saem em contextos de pressão, com o Brasil sustentando viradas de bola em sequência e convertendo contra-ataques decisivos.

Impacto no torneio e fora da quadra

Na prática, o triunfo em Osaka coloca o Brasil em posição confortável para encarar Japão, Alemanha e Estados Unidos, próximos adversários na fase classificatória. O time entra nesses confrontos com mais margem para tropeços eventuais, mas a tendência interna é manter o padrão elevado para evitar sustos.

O desempenho repercute também fora da quadra. A Liga das Nações, criada em 2018 para substituir o antigo Grand Prix no feminino, vira vitrine anual do vôlei. O jogo desta sexta é transmitido por SporTV 2, GeTV no YouTube e VBTV, ampliando o alcance da seleção brasileira no mercado internacional.

Patrocinadores e emissoras acompanham de perto. A combinação de vitória em jogo duro, atuação destacada de uma líbero jovem e superação de desfalques interessa ao mercado esportivo, que busca histórias fortes e times competitivos. Cada avanço brasileiro no torneio se traduz em mais exposição, engajamento nas transmissões e potencial de novos acordos comerciais.

Para a Polônia, a derrota gera efeito inverso. O tropeço contra um rival direto pela parte de cima da tabela obriga a equipe europeia a recalcular a rota rumo à fase final. A confiança de uma defesa reconhecida como referência na VNL sofre abalo, e o time precisa responder rapidamente para não perder espaço entre as candidatas ao título.

Próximos jogos e disputa por vaga no mata-mata

A terceira semana da Liga das Nações funciona como funil. Após completar os 12 jogos da fase classificatória, apenas as oito melhores seleções avançam para o mata-mata, disputado em sede única, em jogo único a partir das quartas de final. Cada set agora pesa mais do que no início da competição.

O Brasil encara o Japão ainda em Osaka e, depois, tem pela frente Alemanha e Estados Unidos. Esses confrontos, todos contra adversárias de estilos diferentes, servem como termômetro não só para a classificação, mas para medir o potencial do grupo em jogos eliminatórios.

A vitória sobre a Polônia muda o patamar da conversa dentro da seleção. Em vez de discutir cenários de risco, comissão técnica e jogadoras podem focar em ajustes finos: variações de saque, alternativas de bloqueio, rodízios de ataque. O desempenho desta sexta oferece material concreto para isso.

O torneio segue aberto e com alto nível de competitividade. O resultado em Osaka reorganiza forças na parte de cima da tabela e reforça o Brasil como candidato real à fase final. As próximas partidas vão dizer se a atuação contra a Polônia é ponto fora da curva ou o início de uma arrancada sustentada até o mata-mata.

 

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