Quadrilha é presa suspeita de furtar minério de ferro em BH

Grupo foi flagrado retirando material da antiga Mina Corumi, na Serra do Curral; caminhões e veículo usados na ação foram apreendidos
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Uma operação da Polícia Militar terminou com a prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que estaria furtando minério de ferro de uma mineradora desativada e interditada pela Polícia Federal, em Belo Horizonte. A ação aconteceu na manhã desta sexta-feira (10), no bairro Taquaril, na Região Leste da capital mineira.

Segundo a PM, a ocorrência começou após denúncias de moradores sobre uma movimentação suspeita na Rua Professor Navantino Alves. No local, os militares encontraram vários homens retirando minério de ferro da área pertencente à Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra).

Ao todo, quatro suspeitos foram presos e sete pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos. Durante a abordagem, a polícia apreendeu caminhões e um veículo que, segundo a corporação, eram utilizados na retirada do material.

Polícia suspeita de atuação organizada
De acordo com a Polícia Militar, há indícios de que uma empresa esteja envolvida nos furtos, que, segundo a corporação, acontecem com frequência na região. A operação desta sexta-feira resultou na prisão de um grupo considerado especializado nesse tipo de crime.

A ocorrência ainda está em andamento.

Empabra diz que houve tentativa de furto
Em nota, a Empabra informou que foi alvo de uma tentativa de furto de minério durante a madrugada desta sexta-feira (10). Segundo a empresa, a equipe de segurança identificou a ação e acionou a Polícia Militar, que conseguiu prender os suspeitos.

A mineradora afirmou que os próprios seguranças também foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. A empresa disse ainda que nenhum minério foi retirado da Mina Corumi e que esta foi a terceira tentativa de invasão registrada no local, todas comunicadas às autoridades.

A Empabra informou que mantém vigilância permanente na área e que segue cumprindo a decisão da Justiça Federal que impede qualquer atividade no empreendimento.

Entenda o caso da Mina Corumi
A área pertence à antiga Mina Corumi, operada pela Empabra, na Serra do Curral. As atividades no local estão paralisadas desde que investigações da Polícia Federal apontaram suspeitas de que a empresa teria utilizado um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) como fachada para realizar extração ilegal de minério por mais de uma década.

Em abril deste ano, a PF concluiu um inquérito que indicou que a mineradora teria criado grandes cavas de mineração sob a justificativa de executar obras de recuperação ambiental. Segundo a investigação, a exploração teria causado impactos como destruição de nascentes e cursos d’água, incluindo o Córrego Taquaril, além de possível contaminação do lençol freático.

A apuração faz parte da Operação Parcours, que também investiga a participação de servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM). A operação levou ao pedido de bloqueio de bens e medidas de busca e apreensão contra ex-gestores ligados à mineradora.

Na época, a Empabra negou irregularidades e afirmou que todas as atividades realizadas na Mina Corumi tinham autorização dos órgãos competentes. A empresa declarou ainda que a retirada de material era necessária para garantir a segurança ambiental e afirmou que pretende concluir a recuperação da área para transformá-la em um corredor ecológico.

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