Valdemar Costa Neto afirma que patrimônio não chega aos R$ 119 milhões bloqueados pelo STF

O presidente do PL contestou o valor determinado pelo ministro Flávio Dino e disse que o montante corresponde ao total das emendas investigadas.
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado (11) que seu patrimônio está muito abaixo dos R$ 119 milhões bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em entrevista à CNN, o dirigente contestou o valor da medida e disse que o montante corresponde ao total das emendas investigadas e não aos bens que possui.

 

Valdemar também declarou que pretende apresentar sua defesa para demonstrar a regularidade das indicações de emendas parlamentares e afirmou que espera o esclarecimento do caso no decorrer da investigação.

 

A última declaração de bens apresentada por Valdemar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições de 2010 – último pleito em que concorreu a um cargo eletivo – registra um patrimônio de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

 

Investigação apura atuação em emendas parlamentares

 

Segundo a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que somam R$ 119 milhões, apesar de não exercer mandato eletivo.

 

A investigação aponta que servidores da Câmara dos Deputados teriam sido utilizados para registrar as indicações em nome de parlamentares, dando aparência de legalidade às solicitações.

 

As apurações tiveram início na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para investigar possíveis fraudes na destinação de emendas parlamentares e o descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Como parte das medidas determinadas no inquérito, Flávio Dino ordenou o bloqueio de bens e ativos financeiros de Valdemar Costa Neto e estabeleceu um prazo de dez dias para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhe documentos relacionados às emendas supostamente vinculadas ao dirigente do PL.

 

Defesa contesta decisão

 

Em nota, a defesa de Valdemar afirmou ter recebido a decisão com surpresa e sustentou que a medida se baseia em premissas frágeis e em interpretações que criminalizam a atividade político-partidária.

 

Os advogados também defendem que é legítimo, dentro do sistema democrático, que o presidente de um partido dialogue com parlamentares, articule prioridades políticas e participe das discussões sobre a atuação da bancada.

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