Valdemar Costa Neto diz que Alcolumbre deve se manifestar sobre investigação das emendas

Costa Neto afirmou esperar uma reação do presidente do Senado após a operação da Polícia Federal que investiga a destinação de emendas parlamentares.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado (11) esperar uma manifestação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da investigação da Polícia Federal (PF) que apura supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares. A declaração foi dada em entrevista à CNN, um dia após a operação que teve o dirigente partidário como alvo.

 

Durante a entrevista, Valdemar disse acreditar que Alcolumbre deve adotar alguma medida em resposta ao caso. Ele também afirmou ter conversado com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e relatou que o parlamentar demonstrou preocupação com os desdobramentos da investigação.

 

Segundo o presidente do PL, o problema não está nas emendas parlamentares em si, mas no eventual uso irregular dos recursos. Ele defendeu que as verbas destinadas aos municípios são importantes e devem seguir os critérios previstos na legislação.

 

Hugo Motta criticou a decisão do STF

 

Também neste sábado, Hugo Motta divulgou uma nota em que criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por determinar o bloqueio de R$ 119 milhões em bens e ativos financeiros de Valdemar Costa Neto.

 

Na manifestação, o presidente da Câmara afirmou que a decisão representa uma intervenção indevida na atividade política e sustentou que não há indícios de desvio ou aplicação irregular de recursos públicos. Motta também declarou que a distribuição das emendas respeitou as normas vigentes e os acordos institucionais firmados entre os Poderes.

 

O que aponta a investigação

 

De acordo com a Polícia Federal, Valdemar Costa Neto teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que somam cerca de R$ 119 milhões, apesar de não exercer mandato eletivo.

 

A investigação aponta que, para viabilizar as indicações, servidores da Câmara dos Deputados teriam sido utilizados para registrar as solicitações em nome de parlamentares, conferindo aparência de legalidade ao procedimento.

 

As apurações tiveram origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para investigar possíveis fraudes na destinação de emendas parlamentares e o descumprimento das regras de transparência e rastreabilidades estabelecidas pelo STF.

 

Como parte das medidas adotadas no caso, Flávio Dino determinou que Hugo Motta apresente, no prazo de dez dias, documentos relacionados às emendas parlamentares supostamente vinculadas a Valdemar Costa Neto.

Carregar Comentários