Irmão de Eloá segue internado na UTI após atentado e médicos aguardam exame decisivo

Tenente da Rota baleado na cabeça continua em estado grave, mas estável; resultado de novo procedimento poderá definir o início da redução da sedação.
Redação NC News
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O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, permanece internado em estado grave, porém estável, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. Segundo boletim divulgado neste domingo (12), o policial responde aos cuidados médicos e deverá passar por um novo exame na próxima sexta-feira (17), considerado importante para avaliar a evolução do seu quadro clínico.

Ronickson ficou conhecido nacionalmente também por ser irmão de Eloá Pimentel, adolescente de 15 anos assassinada em 2008 após um dos casos de cárcere privado que mais marcaram o país. Agora, quase duas décadas depois da tragédia familiar, a família enfrenta novamente dias de apreensão.

O que diz o novo boletim médico?
De acordo com a Polícia Militar, o oficial mantém pressão intracraniana estável, está sem febre e continua apresentando boa resposta ao tratamento intensivo.

Na próxima sexta-feira, ele será submetido a um ultrassom Doppler transcraniano, exame utilizado para acompanhar a evolução do vasoespasmo cerebral — um estreitamento das artérias provocado pelo trauma sofrido após o disparo na cabeça. O resultado será fundamental para que a equipe médica avalie a possibilidade de iniciar uma redução gradual da sedação.

Exame pode marcar nova etapa do tratamento
Os médicos consideram o procedimento um passo importante no acompanhamento da recuperação do policial.

Caso o exame confirme evolução favorável do vasoespasmo, a equipe poderá começar a diminuir, de forma controlada, os medicamentos utilizados para manter Ronickson sedado, permitindo uma avaliação neurológica mais precisa.

Atentado aconteceu em São Caetano do Sul
Ronickson Pimentel foi baleado na cabeça no dia 27 de junho, enquanto estava parado com sua motocicleta em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em outra motocicleta se aproximam do policial. O passageiro efetuou os disparos e a dupla fugiu logo em seguida.

O oficial foi socorrido por equipes de resgate e levado de helicóptero ao Hospital Estadual Mário Covas, onde permanece internado desde então.

Investigação segue em andamento
As investigações apontam que o ataque foi premeditado.

Até o momento, três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no atentado. Segundo as autoridades, os investigados teriam participado da logística da ação, mas o homem apontado como autor dos disparos continua foragido.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização do principal suspeito, que também foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A investigação ainda apura quem ordenou o ataque e se houve participação de integrantes de organização criminosa.

Quem é Ronickson Pimentel?
Ronickson é tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo.

Ele também é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves após permanecer mais de 100 horas em cárcere privado, caso que teve grande repercussão nacional e marcou a história policial brasileira.

ENTENDA O CONTEXTO
Ronickson Pimentel foi baleado na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul, quando estava parado em um semáforo. Desde então, permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas.

Nos últimos dias, os boletins médicos indicaram melhora gradual em alguns parâmetros clínicos, permitindo procedimentos como traqueostomia e a continuidade do tratamento intensivo. Agora, um exame marcado para sexta-feira deverá indicar se será possível iniciar a redução da sedação, etapa considerada importante para avaliar a recuperação neurológica do policial.

Enquanto isso, a investigação sobre o atentado continua, com suspeitos presos, um investigado foragido e a apuração concentrada na identificação dos mandantes e da motivação do crime.

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