O goleiro da seleção norueguesa de futebol, Orjan Nyland, não pediu desculpas a Neymar pela discussão ocorrida antes de uma cobrança de pênalti durante o jogo entre Brasil e Noruega, pelas oitavas de final do Mundial de Seleções, realizado nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026. A suposta retratação, que circulou inicialmente nas redes sociais e chegou a ser reproduzida por portais de notícias brasileiros, partiu de um perfil falso no X (antigo Twitter).
O episódio evidencia os desafios do combate à desinformação esportiva em tempo real e joga luz sobre o uso das provocações como ferramenta tática de desestabilização emocional no futebol de alto nível.
A dinâmica do confronto e o fake news
A discussão entre o atacante brasileiro e o goleiro europeu se tornou um dos momentos mais comentados da partida, que culminou na eliminação precoce da Seleção Brasileira do torneio. O atrito, flagrado pelas câmeras e decifrado por especialistas em leitura labial, ocorreu pouco antes de uma cobrança de pênalti:
- A provocação: Neymar se aproxima da marca da cal e pergunta a Nyland: “Onde você quer? Onde você quer?”.
- A resposta: O goleiro rebate prontamente: “Na trave, na trave”.
- O gol e a réplica: Após converter a penalidade com sucesso, Neymar se vira para o goleiro, o encara e responde de forma ríspida: “Comigo, não. Comigo, não. Otário”.
Ainda durante a repercussão da partida, uma postagem no X simulando ser o perfil oficial de Nyland publicou um pedido formal de desculpas a Neymar, adotando um tom pacificador. O portal ge chegou a noticiar a falsa retratação às 12h17, horário de Brasília, mas corrigiu a publicação em pouco mais de uma hora (13h26) após verificar a inautenticidade da conta.
Jogo mental assumido
Longe de qualquer arrependimento, o goleiro norueguês confirmou em entrevista ao jornal esportivo “A Bola”, de Portugal, que o atrito fez parte de uma estratégia psicológica deliberada. Nyland, que já havia defendido um pênalti de Bruno Guimarães no primeiro tempo, admitiu que tentou entrar na mente de Neymar para provocar o erro:
“No segundo pênalti, tentei entrar na cabeça dele e, esperava eu, manter o zero e defender também. Mas foi o que foi. Não é importante o que o Neymar me disse. Ele levou a melhor nesse duelo individual. Marcou um excelente pênalti. O mais importante é que ganhamos”, avaliou Nyland.