Pênalti para a Espanha valeu? Penalidade reacende debate sobre mão na área

Decisão polêmica na semifinal do Mundial traz à tona a necessidade de regras mais claras para lances de mão na área.
Redação NC News
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O pênalti que colocou a Espanha em vantagem na semifinal do Mundial de Seleções contra a França, na tarde desta terça-feira (14), jogou luz sobre uma das regras mais interpretativas e debatidas do futebol moderno: o toque de mão em jogadas ofensivas.

O lance que originou o gol de Mikel Oyarzabal foi construído após o atacante Lamine Yamal invadir a área francesa. Antes de ser derrubado por Lucas Digne, a bola resvalou no braço do jovem espanhol. Para a torcida e os jogadores franceses, a infração ofensiva deveria anular a marcação do pênalti. No entanto, a arbitragem de campo, referendada pelo VAR, validou a penalidade.

Por que o toque de Yamal não anulou a jogada?

A polêmica reside na área cinzenta da regra de mão, que passou por diversas atualizações nos últimos anos. De acordo com a orientação das entidades que regem o esporte, nem todo contato da bola com o braço configura uma falta.

Para a arbitragem decidir se há irregularidade, quatro fatores são analisados milimetricamente:

  • Posição do membro (se amplia o espaço corporal de forma não natural).
  • Movimento do jogador (se o braço vai em direção à bola).
  • Intenção do atleta.
  • Consequência da jogada.

No caso do atacante espanhol, as imagens do VAR confirmaram que o braço de Yamal estava recolhido e colado ao tronco, sem criar uma barreira artificial. Não houve qualquer movimento deliberado para interceptar ou ajeitar a bola. Sendo assim, o toque foi interpretado como natural e acidental, o que não acarreta punição.

A regra para atacantes e o pênalti de Digne

Outro ponto crucial para a validação do lance foi a leitura da regra específica para lances ofensivos. Atualmente, o contato involuntário no ataque só se torna falta imediata se o próprio jogador marcar o gol diretamente com a mão/braço ou se finalizar imediatamente após ajeitar a bola com esse membro.

Como Lamine Yamal não chutou para o gol nem utilizou o braço para preparar a finalização, o árbitro considerou o lance legal e deixou o jogo seguir. A infração disciplinar que ocorreu na sequência — a falta cometida por Lucas Digne dentro da área — passou a ser o único elemento a ser punido, justificando a marcação do pênalti que abriu o placar em Dallas.

 

 

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