Itália mira Guardiola após Ancelotti e prepara revolução no comando da seleção

Após consultar Ancelotti, a Itália avalia Pep Guardiola para assumir o comando da equipe nacional em breve.
Redação NC News
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A Federação Italiana de Futebol abriu uma disputa de alto nível para escolher o próximo comandante da seleção. Depois da saída de Gennaro Gattuso, o nome de Pep Guardiola passou a ganhar força nos bastidores, mas a primeira tentativa da Azzurra foi por outro gigante: Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira.

A busca é conduzida diretamente por Paolo Maldini, diretor de seleções da federação, que tenta encontrar um treinador capaz de liderar uma nova fase do futebol italiano. A pressão aumentou após a ausência no último Mundial de Seleções, e a entidade quer uma resposta rápida — mas sem abrir mão do perfil considerado ideal.

Maldini admite pressa, mas diz que nome certo vem antes do prazo

O processo acontece na sede da federação, em Roma, e envolve uma decisão considerada estratégica para o futuro da seleção italiana.

Maldini reconhece que existe o desejo de anunciar o novo treinador rapidamente, mas afirma que a escolha não pode ser feita apenas pela urgência.

“O ideal seria até o final desta semana, mas talvez também esperar pela pessoa que realmente queremos. O timing também é determinado pela oportunidade de contar com as figuras que desejamos”, declarou o dirigente.

A Itália tenta iniciar uma reconstrução após uma sequência de resultados decepcionantes. O próximo treinador terá a missão de reorganizar a equipe, definir uma nova identidade de jogo e preparar um grupo capaz de competir novamente entre as principais seleções do mundo.

A decisão também influencia diretamente o planejamento de convocações, amistosos e a formação de uma nova base de jogadores.

Ancelotti foi o primeiro nome procurado pela Itália

Antes de Guardiola entrar no radar, a Federação Italiana procurou Carlo Ancelotti.

O treinador, considerado uma das maiores figuras da história do futebol italiano, assumiu o comando da Seleção Brasileira em 2025 e tem contrato com a CBF até 2030. Por isso, uma possível mudança envolveria uma negociação complexa entre as federações.

Maldini confirmou que Ancelotti esteve no topo da lista inicial.

“Não podemos dar notícias sobre o que está acontecendo. Vocês identificaram o que poderia ser um de nossos objetivos. Não podemos esconder que falamos também com Ancelotti antes de falar com Pep Guardiola. Nos pareceu justo começar por aqueles que considerávamos os melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade geral”, afirmou.

Na prática, uma saída antecipada de Ancelotti exigiria um acordo entre Brasil e Itália, além de uma decisão do próprio treinador. O movimento poderia gerar impacto no projeto brasileiro, que foi estruturado pensando em um ciclo longo até a próxima década.

Guardiola aparece como alternativa de impacto mundial

Com Ancelotti preso a um contrato de longo prazo, Pep Guardiola surge como uma opção mais acessível para a federação italiana.

O espanhol encerrou sua passagem pelo Manchester City após a última temporada europeia e está disponível no mercado. Pela primeira vez em muitos anos, um dos treinadores mais influentes do futebol mundial está aberto a novos projetos.

A trajetória de Guardiola fala por si: Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City construíram uma marca associada ao controle da posse de bola, pressão alta e domínio territorial.

Na Itália, a chegada do espanhol seria vista como uma possível mudança de filosofia. Mais do que trocar o treinador, a federação avalia a chance de transformar a maneira como a seleção pensa o jogo.

Um projeto com Guardiola poderia influenciar também a formação de novos jogadores italianos, incentivando uma geração mais adaptada ao futebol de posse, movimentação constante e construção desde a defesa.

Uma escolha que pode mudar o futuro do futebol italiano

A decisão da Federação Italiana vai além do próximo jogo ou da próxima competição.

A Liga das Nações aparece como o primeiro grande teste para o novo ciclo, mas o objetivo principal é reconstruir uma seleção capaz de voltar a disputar títulos importantes.

A contratação de Guardiola representaria uma ruptura com parte da tradição recente da Itália, apostando em uma identidade mais ofensiva e moderna.

Já a escolha por Ancelotti significaria apostar em experiência, liderança e um treinador acostumado a grandes decisões, mas com o desafio de superar as dificuldades de uma negociação internacional.

Brasil também acompanha movimentação nos bastidores

Uma eventual saída de Ancelotti da Seleção Brasileira teria impacto imediato no planejamento da CBF.

O treinador chegou com a missão de comandar um projeto de longo prazo, e uma mudança repentina obrigaria o Brasil a reorganizar sua estratégia para os próximos anos.

Além do aspecto esportivo, uma negociação entre as federações envolveria questões políticas e administrativas. Por isso, dirigentes italianos avaliam que uma possível operação por Ancelotti seria mais complicada do que uma investida direta em Guardiola.

Itália busca treinador para iniciar novo ciclo

A Federação Italiana ainda analisa outros nomes, mas evita revelar detalhes para não aumentar especulações.

O objetivo é encontrar um técnico de elite, capaz de recuperar a confiança dos torcedores e devolver a seleção ao protagonismo internacional.

A escolha entre Guardiola, Ancelotti ou outro nome definirá mais do que o próximo comandante da Azzurra: ela pode determinar a direção de todo um ciclo do futebol italiano.

Para uma seleção acostumada a grandes conquistas, o momento representa uma escolha entre continuidade baseada na experiência ou uma aposta em uma nova era tática.

Entenda o contexto

A Itália vive um período de reconstrução depois de ficar fora do último Mundial de Seleções e busca um treinador capaz de liderar uma mudança de rumo.

O país tenta recuperar a força que marcou sua história no futebol internacional, enquanto procura uma identidade mais consistente para competir contra seleções que passaram por grandes transformações nos últimos anos.

Carlo Ancelotti e Pep Guardiola aparecem como símbolos de caminhos diferentes: um representa experiência acumulada em grandes decisões; o outro, uma revolução de estilo baseada em posse, intensidade e controle do jogo.

A escolha da federação italiana será um dos movimentos mais acompanhados do futebol mundial.

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