A Federação Italiana de Futebol (FIGC) tentou convencer Carlo Ancelotti a assumir o comando da seleção italiana, mas ouviu uma resposta negativa. O treinador, atualmente à frente da Seleção Brasileira, agradeceu a procura e reafirmou que pretende cumprir o contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), válido até a Copa do Mundo de 2030.
A investida aconteceu em um momento delicado para o futebol italiano, que busca um novo comandante após ficar fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Ao mesmo tempo, a decisão fortalece o planejamento da CBF, que mantém estabilidade no comando técnico para o próximo ciclo mundialista.
Como foi o contato da Itália
O interesse foi confirmado por Paolo Maldini, novo diretor técnico da FIGC. Em entrevista coletiva, ele revelou que Ancelotti esteve entre os primeiros nomes procurados pela federação italiana durante a busca por um novo treinador.
Segundo Maldini, a estratégia da entidade foi iniciar as conversas com os técnicos considerados entre os melhores do futebol mundial.
“Conversamos com Ancelotti. Parecia certo começar pelos melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade geral”, afirmou o dirigente.
Além do atual treinador do Brasil, Pep Guardiola também aparece entre os alvos da federação italiana, embora a negociação seja considerada difícil devido ao custo elevado e aos planos do espanhol após sua saída do Manchester City.
Ancelotti comunicou a CBF
De acordo com informações apuradas no Brasil, Ancelotti informou a CBF sobre a sondagem italiana e deixou claro que não pretendia abrir negociações para deixar a Seleção Brasileira.
A confederação tratou o episódio como algo natural, tanto pela trajetória vitoriosa do treinador quanto pela relação histórica entre Ancelotti e Paolo Maldini, construída durante os anos em que trabalharam juntos no Milan.
Contrato garante continuidade até 2030
A permanência do treinador também é sustentada pelo contrato renovado recentemente entre Ancelotti e a CBF.
O vínculo foi estendido até a Copa do Mundo de 2030, dando ao italiano um ciclo completo de trabalho à frente da seleção brasileira. A renovação foi anunciada pela própria confederação antes do Mundial, demonstrando confiança no projeto de longo prazo.
Na prática, isso significa que o planejamento da equipe poderá seguir sem mudanças bruscas, com foco em convocações, amistosos e renovação gradual do elenco.
O que muda para Brasil e Itália
Para a Seleção Brasileira, a decisão representa estabilidade após o fim da última campanha mundialista. Mesmo diante das críticas surgidas após a eliminação, a CBF optou por manter o treinador e preservar o planejamento para os próximos quatro anos.
Já a Itália continua em busca de um comandante capaz de conduzir a reconstrução da Azzurra. Sem Ancelotti, a federação avalia outros nomes para tentar recolocar a equipe entre as principais potências do futebol internacional.
O que acontece agora
Ancelotti deve retomar os trabalhos com a Seleção Brasileira nas próximas semanas para iniciar oficialmente o planejamento visando o ciclo até 2030.
Enquanto isso, a FIGC mantém conversas com outros candidatos e pretende anunciar seu novo treinador assim que concluir as negociações. Maldini afirmou que existe urgência, mas que a prioridade é contratar “a pessoa que realmente desejamos”.
ENTENDA O CONTEXTO
A Itália iniciou a busca por um novo técnico após o fracasso em alcançar uma vaga na Copa do Mundo, repetindo uma sequência inédita de ausências na principal competição de seleções. Diante desse cenário, a FIGC procurou treinadores de prestígio internacional, entre eles Carlo Ancelotti e Pep Guardiola.
Ancelotti, porém, optou por manter o compromisso firmado com a CBF. A decisão reforça a estratégia brasileira de apostar em continuidade e planejamento de longo prazo, enquanto a Itália segue em busca de um nome para liderar sua reconstrução.