Caso Stifanie: Suspeito tentou convencer a polícia de que mulher havia tentado tirar a própria vida

Polícia Civil afirma que André Júnior Silva de Carvalho confessou o feminicídio de Stifanie Ribeiro Firmino Silva após tentar sustentar uma versão falsa para despistar os investigadores
Redação NC News
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A investigação sobre a morte de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte, revelou novos detalhes sobre a atuação do principal suspeito. Segundo a Polícia Civil, André Júnior Silva de Carvalho, de 24 anos, confessou o crime após tentar convencer os investigadores de que a vítima havia cometido suicídio.

De acordo com a investigação, a versão apresentada pelo suspeito foi desmentida pelas provas coletadas no apartamento e pela própria confissão. Ele foi preso e deve responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.

Relacionamento começou em aplicativo de namoro

As investigações apontam que Stifanie e André se conheceram no início de julho por meio de um aplicativo de relacionamento.

Natural da Região Metropolitana de Belo Horizonte, André contou à vítima que havia chegado à capital em busca de trabalho, mas não tinha onde morar. Sensibilizada com a situação, Stifanie permitiu que ele permanecesse no apartamento até conseguir um emprego.

Segundo a Polícia Civil, os dois chegaram a manter um relacionamento amoroso. No entanto, no dia do crime, eles já não estavam mais juntos. André continuava vivendo no imóvel apenas como morador.

Discussão terminou em feminicídio, aponta delegado

Ainda conforme a investigação, o crime aconteceu depois de uma discussão entre os dois.

O delegado responsável pelo caso informou que Stifanie, diagnosticada com transtorno bipolar, sofreu um surto e pediu para que André deixasse o apartamento. O suspeito teria se recusado a sair e, durante a briga, esganado a vítima.

A motivação do feminicídio está diretamente ligada a esse desentendimento, segundo a Polícia Civil.

Suspeito tentou esconder o corpo e disfarçar o cheiro

Após matar Stifanie, André teria permanecido no apartamento por vários dias.

De acordo com o delegado, ele cobriu o corpo com diversos edredons, trancou o quarto e manteve a janela fechada. Para tentar evitar que vizinhos percebessem o odor da decomposição, o suspeito usava aromatizante de ambiente dentro do imóvel.

A Polícia Civil classificou a conduta como uma tentativa de ocultar o crime enquanto permanecia no apartamento.

Versão de suicídio foi desmontada pela investigação

No primeiro depoimento, André tentou convencer os investigadores de que Stifanie havia tirado a própria vida.

Para sustentar a versão, ele apresentou laudos psiquiátricos encontrados na residência. Os documentos mostravam que a vítima enfrentava um quadro de depressão agravado após a morte da mãe e do irmão, fazia uso de medicamentos controlados e já havia tentado suicídio anteriormente.

A hipótese, porém, foi descartada após a perícia identificar elementos incompatíveis com suicídio. Mais tarde, o próprio suspeito confessou o homicídio.

Vizinhos descobriram o crime após mensagens suspeitas

O caso só veio à tona graças à atenção dos vizinhos.

Depois de desaparecer, Stifanie continuou “respondendo” mensagens pelo celular. No entanto, amigos perceberam que havia algo estranho: ela costumava conversar por áudios, mas as respostas passaram a ser enviadas apenas por texto, com erros de grafia e palavras que não faziam parte da forma como se comunicava.

Desconfiada, uma vizinha, que se considerava “mãe de coração” da vítima, pediu que Stifanie gravasse um áudio para provar que estava bem. Como não houve resposta, moradores foram até o apartamento.

Ao sentirem um forte cheiro vindo do imóvel, acionaram a polícia. O corpo de Stifanie Ribeiro Firmino Silva foi encontrado no quarto, coberto por vários edredons e em avançado estado de decomposição.

Investigação ainda não foi concluída

Embora André tenha confessado o crime, a Polícia Civil informou que as investigações continuam.

Vizinhos e outras testemunhas ainda serão ouvidos para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do feminicídio e reforçar as provas que serão encaminhadas ao Ministério Público.

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