Fim de semana em Cidade Campo Grande RJ: shows, festas e autocine

Aproveite shows, festas juninas, teatro infantil e a reinauguração do autocine na animada Cidade Campo Grande neste fim de semana
Redação NC News
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Campo Grande começa este fim de semana com uma maratona de festas juninas, shows, feiras e teatro espalhados por vários bairros da cidade. A reinauguração do autocine da UFMS, o show de Alexandre Pires e a programação de economia criativa formam o eixo de uma agenda que mira público diverso, de famílias com crianças a fãs de grandes espetáculos.

O calendário se estende desta sexta-feira (31) até domingo (02), com atrações gratuitas e pagas em espaços como o Autocine da UFMS, o Bosque Expo, o Sesc Teatro Prosa, a Estação Teatro do Mundo, a Praça do Preto Velho e a Praça do Coophafé.

Autocine renasce com arraiá e economia criativa

O Arraiá da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul assume o papel de símbolo dessa virada cultural ao marcar a reabertura do autocine. A estrutura volta a receber público com entrada gratuita, projeção de filmes e um entorno tomado por barracas de comidas típicas e feiras de economia criativa.

A festa se ancora nas tradições juninas, com quadrilhas, música regional e pratos que vão do milho à canjica, e se espalha pelo campus como uma espécie de parque cultural a céu aberto.

A volta do autocine devolve à cidade um espaço que mistura memória e experimentação. Famílias estacionam os carros diante da tela, enquanto, ao redor, artistas, produtores e empreendedores locais ganham vitrine para seus trabalhos. O formato facilita o acesso de quem prefere atividades abertas e gratuitas, em um momento em que orçamento pesa no lazer de muitas famílias.

Grandes shows puxam público e economia

Quem busca espetáculo de grande porte tem, neste sábado, o show de Alexandre Pires com o projeto “Pagonejo Bão” no Bosque Expo, estrutura anexa ao Shopping Bosque dos Ipês. A apresentação está marcada para as 20h, com ingressos a partir de R$ 190, e deve atrair público também de cidades vizinhas, movimentando bares, restaurantes e transporte por aplicativo.

No mesmo eixo musical, a banda Batuque Canta sobe ao palco do Teatro Aracy Balabanian com o show “Africanidades”, às 19h, com entradas a partir de R$ 15. A produção aposta em repertório que valoriza ritmos de matriz africana e aproxima a plateia de referências que nem sempre chegam ao circuito comercial de rádio e TV.

A cena autoral também aparece com o show “Porto Clandestino”, de Antonio Porto, às 20h, na Estação Teatro do Mundo, com ingressos a partir de R$ 60. O espaço, no centro da cidade, combina espetáculo com convivência, abrindo área de bar e conversa após a apresentação, o que alonga a permanência do público e ajuda a girar a economia do entorno.

Teatro infantil, feiras e documentário ocupam a cidade

Enquanto os grandes shows concentram os holofotes, a programação de sexta a domingo espalha outras atividades por Campo Grande. O Sesc Teatro Prosa recebe o espetáculo infantil “Balança, mas não cai” às 16h, com entrada gratuita, pensado para crianças em idade escolar e famílias que buscam lazer sem custo.

A Estação Teatro do Mundo entra em cena com a exibição de filmes ligados ao Prêmio Grande Otelo. O documentário “Mambembe” está previsto para domingo, às 18h, também com entrada gratuita, reforçando a ideia de formação de público para o audiovisual e oferecendo opção de fim de tarde antes das festas noturnas.

As feiras surgem como outro ponto de encontro. A Praça do Preto Velho abriga, das 16h às 22h, barracas de artesanato, gastronomia e atrações culturais de rua, em um formato que mistura passeio, compras e espetáculo. No domingo, a Praça do Coophafé, na região da Rua das Garças, recebe feira entre 9h e 15h, com foco em pequenos produtores e artesãos de bairro.

Outros palcos menores também aquecem o circuito. O show “Na Carne da Pêra”, com Lívia Nestrovski e Fred Ferreira, aparece na programação com entrada gratuita. A Capivas Cervejaria aposta na nostalgia digital com o evento “Do Orkut ao Msn”, que mira o público que cresceu conectado às primeiras redes sociais e hoje busca reencontros presenciais.

Impactos para cultura, comércio e políticas públicas

O volume e a diversidade de atrações deste fim de semana colocam Campo Grande em um patamar mais alto de oferta cultural.

A retomada do autocine abre um novo palco permanente para o setor cultural, com potencial de receber festivais, mostras e ações educativas ao longo do ano. Para artistas independentes, isso significa mais oportunidades de circulação. Para a população, mais opções de lazer fora de shoppings e bares.

As feiras de economia criativa fortalecem a base de pequenos empreendedores, que vendem de bijuterias a comida regional, e ajudam a manter renda em bairros fora do eixo central. Comerciantes formais podem sentir alguma concorrência pontual, mas a concentração de gente em determinadas áreas tende a aumentar o movimento em farmácias, lanchonetes e mercados das redondezas.

A Prefeitura de Campo Grande, mesmo não aparecendo em primeiro plano, tem papel-chave na liberação de espaços públicos, apoio logístico, segurança e estrutura. Se a experiência funcionar, a cidade ganha argumento para cobrar políticas culturais mais contínuas, com calendário estável e investimentos em manutenção de equipamentos como o próprio autocine.

Organizadores e artistas já falam em transformar o formato em tradição anual, ampliando a programação e buscando parcerias privadas para financiar novas edições. A recepção do público ao longo destes três dias vai orientar os próximos passos: da definição de novos eventos à possibilidade de incluir Campo Grande em roteiros de turismo cultural mais consolidados.

Ao fim deste domingo, a conta que fica para a cidade não é só de público e bilheteria. O fim de semana testa a capacidade de Campo Grande de ocupar ruas e praças com cultura, reforçar vínculos comunitários e atualizar tradições juninas para uma metrópole em crescimento.

 

 

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