Ter um pet pode ajudar a preservar a memória após os 65 anos, apontam estudos

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos indicam que idosos que convivem com animais de estimação por longos períodos apresentam menor declínio cognitivo. Passear com cães também pode contribuir para manter as funções cerebrais durante o envelhecimento.
Redação NC News
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Ter um animal de estimação pode trazer benefícios que vão além da companhia. Estudos conduzidos por pesquisadores das universidades da Flórida e de Maryland apontam que a convivência com pets está associada à preservação da função cognitiva em pessoas com mais de 65 anos.

As pesquisas indicam que idosos que tiveram animais de estimação por mais de cinco anos apresentaram um atraso no declínio cognitivo quando comparados àqueles que nunca tiveram um pet ou conviveram por menos tempo.

O que mostrou o estudo?

Uma pesquisa da Universidade da Flórida, publicada na revista científica Journal of Aging and Health, concluiu que pessoas com 65 anos ou mais que mantiveram animais de estimação por mais de cinco anos tiveram um declínio cognitivo mais lento ao longo do envelhecimento.

Segundo os pesquisadores, a convivência prolongada com os animais pode favorecer estímulos emocionais e comportamentais importantes para a saúde do cérebro.

Passear com o cachorro também faz diferença

Outro estudo, liderado pelas pesquisadoras Erika Friedmann e Nancy Gee, da Universidade de Maryland, e publicado na revista Scientific Reports, chegou a uma conclusão semelhante.

Os pesquisadores observaram que idosos que possuem cães e mantêm o hábito de passear regularmente com eles tendem a preservar melhor a função cognitiva durante o envelhecimento.

Quais os possíveis benefícios?

Os cientistas apontam que a convivência com animais pode estimular diversos fatores ligados à saúde cerebral, entre eles:

  • Maior interação social;
  • Redução do estresse e da solidão;
  • Incentivo à prática de atividades físicas;
  • Criação de uma rotina diária mais ativa.
  • Esses fatores, em conjunto, podem contribuir para um envelhecimento mais saudável.

Os pets substituem cuidados médicos?

Não. Os pesquisadores ressaltam que os animais de estimação funcionam como um fator complementar para a qualidade de vida.

Eles não substituem acompanhamento médico, alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e outros hábitos fundamentais para a prevenção do declínio cognitivo.

Os resultados reforçam a necessidade de novas pesquisas para compreender melhor como a convivência com animais influencia a saúde do cérebro ao longo do envelhecimento.

Enquanto isso, especialistas destacam que manter um estilo de vida ativo e fortalecer vínculos sociais continuam sendo estratégias importantes para preservar a qualidade de vida na terceira idade.

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