Cobrado por ministros do STF, Nunes Marques reforça defesa da urna eletrônica e manda recado sobre confiança nas eleições

Presidente do TSE anunciou uma semana de ações para ampliar o conhecimento da população sobre o sistema de votação após novas críticas às urnas voltarem ao centro do debate político.
Redação NC News
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta segunda-feira (3) que a urna eletrônica é um “patrimônio da democracia brasileira” e reforçou a defesa da confiabilidade do sistema de votação. A declaração ocorreu em meio à pressão de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Justiça Eleitoral responda de forma firme aos novos ataques contra as urnas eletrônicas.

Durante a abertura da sessão da Corte, Nunes Marques anunciou a realização da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, iniciativa que contará com demonstrações públicas, atividades educativas e visitas guiadas para explicar como funciona o processo eleitoral e ampliar a transparência do sistema.

O que motivou a manifestação
Nos últimos dias, o tema voltou ao centro do debate político após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que voltou a levantar questionamentos sobre as urnas eletrônicas e citou alegações relacionadas à empresa Smartmatic e a um suposto relatório da CIA.

As declarações foram contestadas pela Justiça Eleitoral. O TSE reiterou que as urnas utilizadas nas eleições brasileiras não são fabricadas pela Smartmatic e reafirmou que o sistema passa por diferentes etapas de fiscalização, auditoria e aperfeiçoamento contínuo.

O que disse Nunes Marques
Ao anunciar a programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, o presidente do TSE afirmou que a iniciativa busca aproximar a população do funcionamento das eleições.

Segundo o ministro, o objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade sobre todas as etapas do processo eleitoral, reforçando a transparência, a auditabilidade e a evolução tecnológica do sistema eletrônico de votação, que classificou como um patrimônio da democracia brasileira.

Nunes Marques também afirmou que a Justiça Eleitoral continuará aberta para cidadãos, partidos, instituições e entidades interessadas em acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral, destacando que a transparência é um dos pilares da confiança nas eleições.

O que terá na Semana Nacional da Urna Eletrônica
De acordo com o TSE, a programação prevista para esta semana inclui:

  • demonstrações públicas das urnas eletrônicas;
  • atividades educativas sobre o processo de votação;
  • visitas guiadas à Justiça Eleitoral;
  • ações de esclarecimento voltadas à população;
  • apresentação das etapas de segurança e fiscalização do sistema eleitoral.

Por que o tema voltou ao debate
O sistema eletrônico de votação completa 30 anos de utilização em 2026 e voltou ao centro das discussões em meio à corrida eleitoral para a Presidência da República.

A Justiça Eleitoral afirma que o modelo brasileiro é submetido a testes, auditorias e mecanismos de fiscalização por diferentes instituições, enquanto críticas ao sistema seguem sendo tema recorrente no debate político.

ENTENDA O CONTEXTO
As urnas eletrônicas passaram a ser utilizadas no Brasil em 1996 e, desde então, tornaram-se o modelo adotado pela Justiça Eleitoral para a realização das eleições. Em 2026, quando o equipamento completa três décadas de uso, o tema voltou ao centro do debate político após novas críticas ao sistema.

Diante desse cenário, o TSE intensificou ações de comunicação e transparência para explicar à população como funciona o processo eletrônico de votação e reforçar a confiança no sistema às vésperas das eleições gerais.

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