O ex-vocalista do Genesis contou que passou por uma sequência de internações na Suíça, ficou inconsciente em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e chegou a enfrentar um quadro em que seus órgãos começaram a falhar.
“Meus rins estavam falhando, meus órgãos estavam simplesmente entrando em colapso. As pessoas vinham para se despedir. Mas eu não me lembro de elas terem vindo”, revelou o músico ao relembrar o momento mais crítico.
Segundo Collins, a situação foi tão grave que médicos e familiares chegaram a discutir decisões sobre a continuidade do tratamento. Os cinco filhos do cantor foram chamados ao hospital diante do risco de uma possível despedida.
Sete meses entre hospital, medo e recuperação
A crise começou após um período de consumo intenso de álcool. A primeira internação aconteceu em novembro, em um hospital na Suíça. Após receber alta próximo ao Natal, Collins voltou a apresentar complicações e precisou retornar para atendimento médico.
O quadro evoluiu e o artista acabou internado na UTI, onde permaneceu inconsciente durante parte do tratamento.
Ao todo, foram cerca de sete meses de internações e cuidados intensivos até que o cantor conseguisse estabilizar sua condição.
“Fui muito sortudo por ter saído dessa. Nem preciso dizer que não bebo mais desde então”, afirmou Collins.
A experiência mudou completamente a rotina do músico, que passou a precisar de acompanhamento médico constante.
Dor, cirurgias e uma relação perigosa com o álcool
O problema com a bebida não surgiu de forma isolada. Phil Collins já enfrentava há anos uma série de limitações físicas, incluindo dores crônicas, problemas na coluna e diversas cirurgias.
O próprio cantor revelou anteriormente que a combinação entre dor, dificuldades de mobilidade e solidão contribuiu para uma relação destrutiva com o álcool.
Em sua autobiografia, publicada anos atrás, Collins descreveu momentos em que passava noites sozinho, enfrentando problemas pessoais e recorrendo à bebida como uma forma de lidar com o sofrimento.
Além das complicações causadas pelo álcool, o artista também passou por cinco cirurgias no joelho e atualmente depende de uma enfermeira em tempo integral para auxiliar nos cuidados médicos.
Família viveu momentos de tensão
O relato de Phil Collins também expôs o impacto emocional da doença sobre sua família.
Enquanto o cantor lutava pela sobrevivência no hospital, seus filhos enfrentavam a possibilidade de perder o pai. O cenário mostrou uma consequência muitas vezes silenciosa do alcoolismo: o sofrimento de familiares que acompanham a deterioração da saúde de uma pessoa próxima.
A história do músico reacende o debate sobre os riscos do consumo excessivo de álcool e a importância de buscar tratamento antes que a dependência provoque consequências irreversíveis.
Um novo capítulo longe da bebida
Após sobreviver ao período mais grave, Phil Collins afirma que está longe do álcool e trata a sobriedade como uma necessidade para continuar vivendo.
Mesmo com as limitações físicas, o cantor continua sendo uma das figuras mais importantes da música mundial, com sucessos que atravessam gerações.
Aos fãs, a revelação traz uma nova perspectiva sobre o artista que por décadas esteve nos palcos: por trás do ídolo que conquistou milhões de pessoas, existia uma batalha pessoal contra dores, dependência e problemas de saúde.
Agora, Collins tenta transformar o momento mais difícil de sua vida em um novo começo — longe da bebida e focado em preservar os anos que ainda tem pela frente.