Tarcísio perde força entre mulheres, mas ainda lidera disputa contra Haddad

Pesquisa Genial/Quaest mostra queda de 10 pontos na aprovação do governador entre as mulheres, mas Tarcísio mantém vantagem sobre Fernando Haddad nas intenções de voto desse eleitorado e acende alerta para a reta que antecede as eleições de 2026.
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O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) perdeu dez pontos percentuais na aprovação entre as mulheres. Os números da pesquisa Genial/Quaest mostram uma mudança importante em um dos grupos mais decisivos das eleições: o eleitorado feminino. Ao mesmo tempo, o levantamento revela que, apesar do desgaste, Tarcísio segue competitivo e continua à frente do principal adversário, Fernando Haddad (PT), entre as próprias mulheres.

A pesquisa aponta que a aprovação geral do governo paulista caiu de 60% para 55% ao longo dos últimos onze meses. Entre as mulheres, porém, o recuo foi maior: dez pontos percentuais desde abril de 2024. O dado chamou a atenção porque as eleitoras representam mais da metade do eleitorado brasileiro e, historicamente, costumam decidir eleições disputadas.

Mas a queda na aprovação não significa, necessariamente, perda da liderança eleitoral

No cenário de intenção de voto, Tarcísio aparece com 34% da preferência entre as mulheres, enquanto Fernando Haddad registra 28%. Isso indica que parte das eleitoras passou a avaliar o governo de forma mais crítica. Em outras palavras, há um desgaste na imagem do governador, mas ele continua sendo, neste momento, a opção preferida de uma parcela significativa desse eleitorado.

Tarcísio acena às mulheres e reforça pauta da segurança: “Segurança da mulher será prioridade absoluta, porque não existe Estado justo quando metade da população não tiver cuidado, não tiver segurança e não tiver garantias”. Foto: Redes Sociais

Um dos fatores que podem explicar essa mudança é o aumento da preocupação com a segurança pública, especialmente diante do crescimento dos casos de violência contra a mulher. Feminicídios, agressões e outras formas de violência ganharam mais espaço no debate público nos últimos meses. Embora esse fenômeno seja nacional e não exclusivo de São Paulo, com a proximidade das eleições, muitas eleitoras passaram a cobrar respostas mais efetivas do governo estadual, responsável pelo comando das polícias e pela formulação de políticas de segurança.

Componente político nessa mudança de percepção

Parte das mulheres que antes não associava esses problemas diretamente à gestão estadual passou a enxergar a questão sob uma ótica mais política. Em períodos pré-eleitorais, é comum que temas do cotidiano, como segurança, saúde, educação e qualidade dos serviços públicos, sejam cada vez mais relacionados à avaliação dos governantes. Esse movimento costuma aparecer primeiro nas pesquisas de aprovação e, somente depois, refletir de forma mais clara nas intenções de voto.

Apesar do alerta, o cenário ainda está longe de representar uma crise para Tarcísio

O governador mantém índices elevados de aprovação em comparação com outros gestores estaduais e segue como um dos principais nomes da direita para as eleições de 2026. A vantagem sobre Haddad entre as mulheres mostra que o desgaste identificado pela Quaest ainda não foi suficiente para alterar a liderança eleitoral do governador, mas indica que esse público deverá ser um dos principais focos da disputa nos próximos meses.

Se a tendência de queda continuar, o impacto poderá ser maior. Caso o governo consiga responder às demandas desse eleitorado, especialmente nas áreas de segurança e políticas sociais, a perda de apoio poderá ser revertida antes da votação.

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