O PSD oficializou nesta quinta-feira (6) o ex-deputado federal Luiz Pitiman como candidato a vice-governador na chapa do ex-governador José Roberto Arruda para a disputa pelo Palácio do Buriti nas eleições deste ano.
O anúncio foi feito durante reunião da executiva regional do partido, na sede nacional da legenda, e contou com a presença do presidente regional do PSD, Paulo Octávio, responsável por conduzir a construção da chapa
Arruda aposta na experiência de Pitiman
Ao apresentar o companheiro de chapa, Arruda afirmou que a escolha foi baseada na experiência política e administrativa de Pitiman diante do cenário que, segundo ele, encontrará caso volte ao Governo do Distrito Federal.
“O desafio de Brasília é muito grande. O governo está numa situação crítica. Nós queríamos escolher um candidato a vice não apenas com potencial político, mas com capacidade de gestão, com experiência”, afirmou.
Segundo o ex-governador, Pitiman reúne características consideradas essenciais para um eventual governo por já ter atuado como deputado federal, presidente da Novacap, secretário de Obras e empresário.
“Uma andorinha só não faz verão. O desafio é grande demais. A gente precisa de alguém que realmente contribua com o processo de gestão do GDF”, declarou Arruda.
Durante o evento, Paulo Octávio classificou a oficialização da chapa como um “momento histórico” para o PSD e afirmou que a composição une dois políticos experientes. Segundo ele, Pitiman possui “estatura moral, política e social” para exercer o cargo de vice-governador e contribuir com um eventual governo.
O PSD ainda não definiu quem disputará a vaga ao Senado Federal na coligação formada com o Avante. A expectativa da legenda é anunciar o nome até 15 de agosto. Paulo Octávio é um dos cotados, mas ainda não confirmou se aceitará disputar a eleição.
Prioridades de um eventual governo
Questionado sobre se o histórico político poderia prejudicar sua candidatura, Arruda respondeu que o tema naturalmente estará presente na disputa.
“Eu acho que, naturalmente, será uma variável colocada à mesa, sim. Quando falam do Zico, a gente lembra que ele fez 360 gols no Maracanã, mas a gente também lembra do pênalti que ele perdeu na Copa de 86. Eu perdi um pênalti, mas fiz muito gol.”
Segundo o ex-governador, o apoio que tem recebido nas pesquisas decorre tanto da lembrança das obras executadas durante sua gestão quanto do desgaste da atual administração do Distrito Federal.
“O apoio que temos tido deriva de duas coisas: as lembranças de um governo que fizemos exitoso, em apenas três anos de governo, com 2.300 obras, e o desgaste óbvio do atual governo”, afirmou.
Na sequência, Arruda criticou a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha e da atual governadora Celina Leão, pré-candidata ao Palácio do Buriti, citando problemas na saúde pública, obras e a situação financeira do BRB.
Ao detalhar as prioridades de um eventual governo, Arruda afirmou que a primeira medida seria reorganizar as contas públicas do Distrito Federal. Em seguida, defendeu mudanças na gestão da saúde, investimentos em mobilidade urbana e a recuperação da educação pública, citando o baixo desempenho do DF no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Sobre a disputa eleitoral, o ex-governador reconheceu que Celina Leão entra na corrida como favorita por ocupar o governo, mas afirmou que pretende apresentar um projeto de mudança para o Distrito Federal.
“A candidata Celina, por estar no poder, por usar a máquina pública na campanha, é a favorita. Quem está no governo e vai para uma reeleição é sempre o favorito”, declarou.
Apesar disso, disse acreditar que a população fará uma avaliação entre continuidade e mudança.