TRAGÉDIA: Jovem de 19 anos morre afogado no Rio Formoso, em Goiás

Jovem de 19 anos perde a vida ao tentar atravessar o Rio Formoso em Chapadão do Céu, Goiás; corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros.
Redação NC News
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Um jovem de 19 anos morre afogado ao tentar atravessar o Rio Formoso, em Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás, durante uma pescaria nesta quarta-feira. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás confirma que o corpo é localizado horas depois, com auxílio de um drone.

Busca com drone localiza corpo a 60 metros

As equipes de resgate são acionadas após amigos relatarem o desaparecimento do rapaz no rio, usado com frequência para pesca e lazer na região. O grupo informa o ponto onde vê o jovem pela última vez, enquanto tentava chegar à outra margem.

Os bombeiros montam a operação de busca às margens do Rio Formoso e lançam mão de um drone para ampliar o alcance da varredura. A tecnologia permite observar áreas de difícil acesso e variações na superfície da água que podem indicar onde o corpo está submerso.

De acordo com a corporação, o drone ajuda a definir o ponto exato em que os mergulhadores atuam. A vítima é encontrada debaixo d’água a aproximadamente 60 metros do local indicado inicialmente, já sem vida. O Corpo de Bombeiros destaca em nota que “a vítima desapareceu nas águas após tentar atravessar o rio durante uma pescaria”.

Risco em rios de lazer expõe falhas de prevenção

O caso expõe, mais uma vez, o contraste entre o cenário de lazer em rios de Goiás e a falta de preparo para situações de risco. Em Chapadão do Céu e em outros municípios do estado, cursos d’água como o Rio Formoso atraem moradores e turistas para pescarias, acampamentos e banhos em fins de semana e feriados.

As correntes, porém, nem sempre são visíveis a olho nu. Desníveis no fundo do rio, redemoinhos e variações repentinas na profundidade podem surpreender mesmo quem sabe nadar. Sem colete salva-vidas e sem avaliação prévia do trecho, a travessia de margem a margem se transforma em armadilha.

O episódio se soma a outros afogamentos recentes em áreas de lazer de Goiás e reforça a percepção de que a recreação em ambiente natural ainda é tratada com descuido. Moradores relatam que, em muitos pontos de pesca, não há placas de alerta sobre profundidade, correnteza ou perigo de travessia.

Turismo pressionado a rever protocolos no estado

O turismo ligado a rios e cachoeiras ganha força em Goiás hoje, com cidades disputando visitantes a partir de imagens de paisagens intocadas no mapa do ecoturismo brasileiro. Chapadão do Céu aparece nesse roteiro com áreas de produção agrícola cercadas por cursos d’água usados como refúgio nos dias de calor.

A morte do jovem pressiona prefeituras, empreendimentos turísticos e guias a rever protocolos de segurança. Operadores de pesca esportiva e de turismo de aventura passam a lidar com a exigência de oferecer coletes salva-vidas, orientação clara sobre trechos perigosos e fiscalização interna mais rígida.

Especialistas em salvamento aquático defendem que atividades em grupos incluam um responsável treinado em primeiros socorros e resgate, além de kit básico de emergência. Sugerem ainda que trechos usados para travessias sejam previamente mapeados, com proibição explícita nos pontos de maior risco. A sinalização simples, com placas visíveis, tende a reduzir a sensação de que o rio é inofensivo.

Bombeiros ganham vitrine e cobram estrutura

O Corpo de Bombeiros de Goiás ganha visibilidade com o uso do drone na operação no Rio Formoso. A corporação mostra que o equipamento encurta o tempo de resposta e reduz a exposição dos mergulhadores em buscas às cegas, método comum em rios de baixa visibilidade.

A tecnologia, porém, ainda não está disponível em todos os quartéis do estado. O resultado positivo da operação em Chapadão do Céu reforça a pressão por mais investimento em aparelhos, treinamento especializado e manutenção. O custo de um drone robusto, com boa câmera e autonomia de voo, é pequeno perto do impacto de localizar rapidamente uma vítima de afogamento.

Autoridades locais discutem a necessidade de campanhas permanentes sobre segurança em rios, voltadas a escolas, pescadores amadores e visitantes. A ideia é aproveitar a comoção gerada pela morte do jovem para construir uma cultura de prevenção, e não reagir apenas depois de cada tragédia.

No médio prazo, o episódio tende a entrar na conta dos debates sobre legislação para atividades aquáticas recreativas em Goiás. A discussão passa por regras mais claras para operadores turísticos, fiscalização em pontos críticos e criação de rotas de lazer seguras, com apoio de mapas, sinalização e presença periódica de equipes de resgate.

Enquanto a família do jovem se despede do rapaz de 19 anos, a comunidade de Chapadão do Céu volta os olhos para o Rio Formoso com outra percepção. O curso d’água que alimenta o lazer e a economia local também cobra seu preço quando falta respeito aos limites da natureza.

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