A crise que envolve a FIFA e a UEFA ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (6). Mesmo depois de um pedido de desculpas da entidade máxima do futebol, a UEFA afirmou que mantém a ameaça de boicote à Copa do Mundo.
A decisão aumenta a pressão sobre o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que enfrenta uma das maiores crises de seu mandato.
Por que a UEFA ameaça boicotar a Copa?
A crise começou após uma proposta para vender uma participação nos direitos comerciais futuros da Copa do Mundo.
A ideia provocou forte reação entre federações e entidades do futebol, que reclamaram de falta de transparência e de participação nas decisões.
A FIFA abandonou a proposta no último sábado (1º) e, posteriormente, pediu desculpas aos seus 211 membros.
A entidade também prometeu revisar os procedimentos que levaram à controvérsia.
Pedido de desculpas não convenceu
Para a UEFA, porém, o recuo da FIFA não foi suficiente.
A entidade europeia afirma que havia duas condições essenciais para retomar o relacionamento: a retirada das propostas de venda das principais competições e uma garantia de que iniciativas semelhantes não voltarão a ser apresentadas.
Segundo a UEFA, essas condições ainda não foram atendidas.
A entidade também declarou ter perdido a confiança na presidência de Infantino e disse que essa posição permanece.
Infantino perde apoio na Europa
A crise coloca o presidente da FIFA sob forte pressão. A UEFA reúne 55 associações nacionais e é uma das principais forças políticas e econômicas do futebol mundial.
A disputa também acontece às vésperas da eleição para a presidência da FIFA, prevista para 2027.
Enquanto a UEFA cobra mudanças na governança, a FIFA tenta demonstrar unidade em torno de Infantino.
E a Conmebol?
A crise também chegou à América do Sul.
A Conmebol demonstrou preocupação com decisões consideradas unilaterais e defendeu o diálogo e o respeito aos mecanismos institucionais da FIFA.
Apesar das críticas, a entidade sul-americana afirmou que não apoiará ações que ignorem os procedimentos oficiais previstos para a sucessão na presidência da FIFA.
O boicote já está confirmado?
Não. A UEFA manteve a ameaça, mas ainda não confirmou quais seleções deixariam de disputar competições da FIFA.
A entidade também não esclareceu se o boicote atingiria a próxima Copa do Mundo ou outros torneios organizados pela FIFA.
Portanto, neste momento, existe uma ameaça de boicote e uma crise política dentro do futebol mundial, mas não uma decisão definitiva de retirada das seleções europeias da Copa.
ENTENDA O CONTEXTO
A crise começou com a proposta da FIFA de vender uma participação comercial relacionada à Copa do Mundo.
A iniciativa provocou reação de federações e confederações, que questionaram a forma como a decisão foi conduzida.
A FIFA desistiu da proposta e pediu desculpas, mas a UEFA afirma que ainda não recebeu as garantias que considera necessárias.