O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência, afirmou nesta quinta-feira (6) que não pretende fazer acordo com Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre a acusação de estupro que envolve seu nome.
Gaspar nega a acusação e disse que pretende manter as medidas judiciais contra Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Segundo ele, o caso será levado “até o fim”.
Como surgiu a acusação?
A denúncia foi levantada durante a CPMI do INSS, em março, quando Gaspar era relator da comissão. Lindbergh e Soraya levaram o caso ao STF, que passou a analisar o pedido de investigação.
O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. A Procuradoria-Geral da República ainda precisa se manifestar sobre a continuidade da apuração.
Por que Lindbergh procurou o PL?
Após Gaspar ser anunciado como vice, Lindbergh conversou com o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) sobre a possibilidade de uma “pacificação”.
Segundo Sóstenes, o petista teria discutido uma nota pública sobre o caso. Lindbergh, porém, afirma que não se trata de uma retratação e que apenas encaminhou uma denúncia que recebeu às autoridades competentes.
Gaspar rejeitou a possibilidade de acordo e afirmou que continuará com as ações contra os parlamentares.
Gaspar oferece material genético
A defesa de Alfredo Gaspar também apresentou uma petição à PGR oferecendo o material genético do deputado para a realização de exame de DNA.
Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, o material já havia sido coletado por determinação judicial e poderia ser disponibilizado para análise. Gaspar sustenta que o exame pode ajudar a esclarecer a acusação.
A existência de uma acusação ou investigação não significa condenação. O caso ainda depende da análise das autoridades e da Justiça.
ENTENDA O CONTEXTO
Alfredo Gaspar foi anunciado como vice de Flávio Bolsonaro e passou a enfrentar novamente a repercussão de uma acusação apresentada durante a CPMI do INSS.
Lindbergh Farias e Soraya Thronicke levaram o caso ao STF. A PF já pediu autorização para investigar, mas o procedimento aguarda manifestação da PGR e decisão do ministro Gilmar Mendes.
Gaspar nega as acusações, rejeita um acordo com Lindbergh e afirma que pretende seguir com as medidas judiciais.