A força, a história e o legado de Alcione vão ganhar uma nova versão nos palcos brasileiros. “Marrom, o Musical”, espetáculo idealizado por Jô Santana, estreia no dia 11 de setembro, no Teatro Claro Mais SP, em São Paulo, com texto e direção de Miguel Falabella.
O espetáculo vai contar a trajetória de Alcione, uma das maiores vozes da Música Popular Brasileira, a partir de uma mistura de teatro, música e cultura popular. Depois da temporada na capital paulista, a produção seguirá em turnê por outras cidades do país.
Para Jô Santana, idealizador de “Marrom, o Musical”, a escolha de Alcione para ganhar um espetáculo representa reconhecer a importância de uma artista que se tornou parte da memória afetiva dos brasileiros.
“Não dá para falar das cantoras do Brasil sem mencionar a Alcione. Ela está na vida de todo mundo, no churrasco, nas grandes festas do povo brasileiro. O Brasil é Alcione. E contar essa história com a direção de Miguel Falabella é muito especial”, afirmou o idealizador.
Homenagem à força das mulheres da música brasileira
Jô Santana, que já homenageou nomes como Cartola, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila e Fafá de Belém em musicais de sucesso de público e crítica, destaca que o novo espetáculo segue uma linha de valorização de grandes personagens da cultura brasileira.
Segundo ele, o diferencial de “Marrom, o Musical” está na força das mulheres que construíram trajetórias marcantes na música nacional.
“São as mulheres. Estou aqui nesse mesmo teatro com a Fafá de Belém, contando a região Norte. E eu adoro contar a história dessas mulheres potentes, que colocam o pé na porta: Alcione, Fafá, Simone, tantas cantoras tão potentes. Temos que tirar essas histórias da prateleira e trazer para a dramaturgia”, explicou.
A nova montagem busca apresentar não apenas os grandes sucessos de Alcione, mas também os caminhos que ajudaram a formar a artista, desde suas origens até a consagração como uma das principais vozes do país.
O Maranhão como fio condutor da história de Alcione
Um dos principais elementos do espetáculo será a presença da cultura maranhense. A dramaturgia terá como base a estrutura do boi maranhense, manifestação cultural que reúne influências europeias, africanas e indígenas.
A proposta é utilizar os diferentes sotaques do boi — como matraca, zabumba, orquestra, baixada e costa de mão — para criar uma experiência teatral que una tradição regional e linguagem de musical.
Jô Santana conta que a relação com essa manifestação cultural começou há anos e se tornou fundamental para a construção da montagem.
“Eu viajei para o Maranhão há 15 anos, conheci o boi e aquilo ficou na minha cabeça. Estive novamente no Maranhão em junho, vivi todas as festas juninas e acompanhei de perto essa questão do boi. Quando liguei para o Miguel e falei ‘vamos contar a história do boi?’, ele não pensou duas vezes. Então, o boi é o fio condutor para contar a história de Alcione e, principalmente, também a história do Maranhão”, contou.
Estreia em São Paulo e turnê pelo Brasil
“Marrom, o Musical” estreia no dia 11 de setembro, no Teatro Claro Mais SP, em São Paulo, onde ficará em cartaz até 25 de outubro. Após a temporada paulista, a montagem seguirá em turnê pelo Brasil. As apresentações estão previstas nas seguintes cidades:
– Curitiba: 31 de outubro e 1º de novembro;
– Brasília: 6, 7 e 8 de novembro;
– Belo Horizonte: 12 e 13 de novembro;
– Aracaju: 21 e 22 de novembro.
A produção busca levar ao público uma celebração da carreira de Alcione e da diversidade cultural brasileira, apresentando uma das histórias mais importantes da música nacional por meio do teatro.
Entenda o contexto
Alcione é uma das artistas mais importantes da música brasileira. Nascida no Maranhão, a cantora construiu uma carreira marcada pelo samba, pela valorização das raízes culturais e por uma voz que se tornou reconhecida em diferentes gerações.
A proposta de “Marrom, o Musical” é apresentar essa trajetória a partir de uma perspectiva que vai além dos palcos, mostrando as influências culturais, as origens e os elementos que ajudaram a formar uma das maiores intérpretes do país.
A montagem pretende aproximar novas gerações do legado de uma artista que se tornou símbolo da música brasileira e da cultura maranhense.