Remo e Atlético-MG empataram em 2 a 2 no Mangueirão, no Pará, em um jogo tenso do Campeonato Brasileiro. O resultado segura o time paraense na zona de rebaixamento e impede o avanço do clube mineiro na parte de cima da tabela.
Jogo começa elétrico e tem virada ainda no primeiro tempo
O estádio Mangueirão recebe um jogo corrido desde o apito inicial. O Remo pressiona a saída de bola e é premiado cedo. Aos 2 minutos, Jajá aproveita erro na construção ofensiva do Atlético-MG, domina dentro da área e finaliza forte. A bola passa por Everson e abre o placar para o time da casa.
O gol anima o torcedor azulino, que empurra o time em busca do segundo. A equipe paraense adianta as linhas, mas perde intensidade e começa a dar espaços. O Atlético-MG se reorganiza, passa a controlar mais a posse de bola e empurra o Remo para o próprio campo.
A pressão mineira encontra recompensa pouco depois da metade da etapa inicial. Aos 33 minutos, Preciado recebe pela direita e cruza na medida. Reinier se antecipa à marcação, cabeceia firme e empata. Como se não bastasse o baque, o Remo sofre o segundo golpe em sequência.
O Atlético-MG consegue a virada ainda na etapa inicial. Aos 37 minutos, Alan Minda faz boa jogada pela linha de fundo, vence a marcação e rola para trás. Bernard aparece bem posicionado e só empurra para o gol, silencioso boa parte da arquibancada.
Remo reage na etapa final e mantém Galo travado na tabela
O intervalo vem com o Remo em desvantagem e sob pressão. A equipe volta para o segundo tempo mais agressiva. A marcação sobe, as divididas ficam mais fortes e o Atlético-MG passa a apostar em contra-ataques para explorar os espaços deixados pelo adversário.
O time da casa sustenta o ritmo e volta a empolgar a torcida. Aos 28 minutos, Vitor Bueno encontra um passe preciso entre os zagueiros para Gabriel Taliari. O atacante entra na área, bate rasteiro e empata, levantando o Mangueirão. O duelo ganha contornos dramáticos na reta final.
As duas equipes criam chances, mas pecam nas finalizações. O Remo tenta a virada em bolas alçadas e chutes de média distância. O Atlético-MG responde com chegadas em velocidade pelos lados. Faltam capricho e frieza nas últimas escolhas, e o placar não se altera mais.
O empate em 2 a 2 traduz bem o equilíbrio da etapa final, mas não satisfaz ninguém. Nos bastidores, a avaliação é clara: “O resultado não agradou a ninguém”, resumem pessoas ligadas aos dois clubes após o apito final.
Z4, meio de tabela e pressão crescente para os dois lados
Com o ponto somado em casa, o Remo chega a 22 pontos e assume a 18ª posição. O time ultrapassa o Vasco, mas segue preso na zona de rebaixamento. A frase se repete quase como um lamento: “O time da casa chegou a 22 pontos, subiu para 18ª posição — ultrapassando o Vasco — mas se mantém na zona de rebaixamento”.
A permanência no Z4 mantém o ambiente tenso no clube paraense. A torcida cobra mais regularidade e resultados imediatos, consciente de que cada rodada pesa na luta para evitar a queda para a Série B. A diretoria monitora o desempenho, enquanto a comissão técnica tenta ajustar o sistema defensivo, vazado duas vezes em casa em um jogo decisivo.
Do outro lado, o Atlético-MG deixa Belém com sensação de desperdício. O time abre 2 a 1 ainda no primeiro tempo, controla parte do jogo, mas cede o empate. Com isso, estaciona nos 29 pontos e continua na 9ª colocação do Brasileirão, perdendo a oportunidade de encostar no bloco que briga diretamente por vaga em competições internacionais.
O empate pesa também sobre o planejamento físico e emocional da equipe mineira. O clube administra elenco dividido entre a disputa da Série A e a campanha na Copa Sul-Americana, o que exige rotação constante e decisões estratégicas sobre quem entra em campo em cada rodada.
Agenda pesada e jogos decisivos pela frente
A tabela não dá descanso para o Remo. Na próxima rodada do Brasileiro, o Remo vai até Porto Alegre pegar o Internacional. O confronto está marcado para segunda-feira, 17, às 20h, em um dos estádios mais difíceis para visitantes no país. A diretoria trata o jogo como confronto-chave na luta contra o rebaixamento.
Um resultado negativo fora de casa pode recolocar ainda mais pressão sobre elenco e comissão técnica. A equipe sabe que precisa transformar empates em vitórias, sobretudo em Belém, para não depender de combinações de resultados na reta final da competição.
O Atlético-MG também encara uma sequência dura. O time recebe o Grêmio no domingo, 16, às 16h, em duelo direto que pode mexer na parte intermediária da tabela. Depois, volta a campo na quarta-feira, 12, para enfrentar o Red Bull Bragantino pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, partida apontada internamente como decisiva para o rumo da temporada.
Os próximos dias exigem ajustes finos. No Remo, a missão passa por reduzir erros na saída de bola e manter a intensidade defensiva durante 90 minutos. No Atlético-MG, a tarefa é equilibrar desgaste físico, ambições internacionais e a necessidade de não se afastar da briga no topo do Brasileiro.
O empate no Mangueirão deixa mais perguntas do que respostas. A tabela aperta, as datas se aproximam e tanto Remo quanto Atlético-MG sabem que, a partir de agora, cada ponto faz diferença concreta na definição do ano: entre permanência ou queda, entre vaga internacional ou mais uma temporada de frustração.