Cabeça e mãos de haitiana esquartejada são encontradas após cinco meses em SP

Restos mortais de Esther Estinor foram localizados em Votorantim depois que o ex-companheiro, preso após fugir para o Suriname, indicou à polícia onde estavam partes do corpo.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A Polícia Civil de São Paulo encontrou a cabeça e as mãos de Esther Estinor, haitiana morta e esquartejada em Votorantim, no interior paulista. A localização ocorreu na última sexta-feira (7), quase cinco meses depois de o corpo da vítima ter sido encontrado enterrado em uma cova rasa.

O avanço nas buscas aconteceu após o ex-companheiro da vítima, Charles Anglade, apontado como autor do crime, indicar às autoridades onde estavam os restos mortais. Ele está preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos e, segundo a Polícia Civil, confessou o crime.

Esther Estinor, de 39 anos, encontrada esquartejada em brejo no interior de SP

Buscas duraram meses

Esther foi encontrada morta em 11 de março, em um brejo próximo à própria casa, em Votorantim. O corpo estava esquartejado e enterrado em uma cova rasa. Ela havia desaparecido três dias antes.

Mesmo após a descoberta do corpo, algumas partes não haviam sido localizadas. A investigação continuou durante meses.

No início de agosto, a polícia encontrou a perna esquerda da vítima depois que o suspeito indicou um bueiro onde teria feito o descarte. Na sexta-feira (7), uma nova operação conseguiu localizar também a cabeça e as mãos.

Segundo as autoridades, as buscas levaram horas e ocorreram em uma área de mata de difícil acesso. Equipes da perícia foram acionadas para realizar os procedimentos necessários.

LINHA DO TEMPO DO CASO

Ex-companheiro foi localizado no Suriname

Depois da morte de Esther, Charles Anglade deixou o Brasil e foi localizado no Suriname, quase cinco meses depois do crime.

Segundo a Polícia Civil, ele vivia clandestinamente no país, trabalhava informalmente e utilizava uma identidade chilena falsa. A localização mobilizou uma força-tarefa com participação da Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério das Relações Exteriores, Interpol e autoridades do Suriname.

Após ser preso, ele foi deportado para o Brasil e levado ao CDP de Guarulhos. A Polícia Civil afirma que Anglade confessou o crime.

Esther tinha medida protetiva contra o ex

Outro ponto importante da investigação é o histórico do relacionamento. Segundo as informações registradas no caso, Anglade era alvo de uma medida protetiva por agressão contra Esther.

A irmã da vítima relatou à polícia que o casal discutia com frequência. Foi ela quem começou a procurar Esther depois de perder contato com a irmã e não encontrá-la nem em casa nem no bar que administrava na região.

Esther era mãe de três filhos, de 3, 15 e 19 anos.

Entenda o contexto

Esther desapareceu no início de março em Votorantim. Depois que familiares não conseguiram contato, a polícia foi acionada. Em 11 de março, o corpo dela foi localizado esquartejado e enterrado em um brejo próximo à residência.

O ex-companheiro passou a ser apontado como principal suspeito e acabou localizado meses depois no Suriname. Após retornar ao Brasil, ele colaborou com a indicação de locais onde partes do corpo haviam sido descartadas. A descoberta da cabeça e das mãos representa um novo avanço na investigação e no trabalho pericial para esclarecer completamente o crime.

Carregar Comentários