Siqueira Jr. revela o maior desafio de um repórter: “Cobrir velório”

Em conversa nos bastidores do NC News Entrevista, jornalista explicou por que esse tipo de cobertura exige coragem, frieza e, acima de tudo, respeito às famílias
Redação NC News
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Siqueira Jr. revelou qual considera ser um dos momentos mais difíceis da profissão de repórter: cobrir um velório. A declaração foi dada nos bastidores do NC News Entrevista, após sua participação no programa apresentado por Alex Sampaio.

Durante a conversa, o jornalista explicou que esse tipo de cobertura exige muito mais do que habilidade diante das câmeras. Para ele, o profissional precisa saber lidar com a dor das famílias e encontrar a maneira correta de se aproximar sem ultrapassar os limites de quem está vivendo um momento de luto.

“Cobrir velório”, respondeu Siqueira Jr. ao ser questionado sobre o maior desafio de um repórter.

 

Por que cobrir um velório é tão difícil?

Segundo Siqueira Jr., a dificuldade está justamente em encontrar o equilíbrio entre o trabalho jornalístico e o respeito por quem está enfrentando uma perda.

Ele destacou que o repórter pode encontrar diferentes situações durante uma cobertura. Pode ser o velório de uma pessoa conhecida e querida pela comunidade ou até mesmo de alguém que morreu após trocar tiros com a polícia.

Em qualquer cenário, na avaliação do jornalista, a família continua vivendo um momento de dor e merece ser tratada com respeito.

Para Siqueira Jr., é justamente nesse momento que o profissional precisa demonstrar preparo para abordar os familiares e entender quando é possível conversar e quando é necessário simplesmente respeitar o silêncio.

“Frieza, responsabilidade, educação e respeito”

Questionado sobre qual seria o jogo de cintura necessário para lidar com uma situação como essa, Siqueira Jr. resumiu a postura que considera fundamental para o repórter.

Frieza, responsabilidade, educação e respeito.

A ideia, segundo ele, não significa agir de maneira indiferente diante da dor. Pelo contrário. O jornalista explicou que é preciso ter controle emocional para realizar o trabalho sem perder a sensibilidade diante da situação.

Ele também contou como costuma imaginar a abordagem de um familiar durante uma cobertura.

A orientação é chegar de maneira respeitosa, apresentar-se, fazer a pergunta e aceitar imediatamente caso a pessoa não queira falar.

 

Microfone para trás e respeito ao limite da família

Durante a conversa, Siqueira Jr. chegou a demonstrar como seria uma abordagem considerada adequada.

A ideia é deixar o microfone para trás e conversar primeiro com a pessoa, em vez de simplesmente colocar o equipamento diante dela.

Ele citou uma situação em que o familiar poderia responder que não deseja gravar. Nesse momento, segundo a postura defendida por ele, o repórter deve respeitar a decisão.

Para Siqueira Jr., até mesmo o simples fato de o jornalista se aproximar de maneira educada pode demonstrar consideração pela família.

A abordagem, portanto, não deve ser baseada apenas na tentativa de conseguir uma declaração. O comportamento do profissional também faz parte da reportagem.

 

Siqueira Jr. também falou sobre sua irreverência na televisão

Além da cobertura de velórios, a conversa nos bastidores também passou pela trajetória de Siqueira Jr. na televisão e pela maneira irreverente como ele construiu sua identidade profissional.

O jornalista foi questionado sobre como conseguiu fugir do modelo tradicional de repórter, historicamente associado a uma postura mais séria e formal diante das câmeras.

Siqueira Jr. afirmou que a mudança aconteceu de forma natural e que sentia necessidade de fugir do padrão tradicional.

Segundo ele, a televisão passou a incorporar características próprias de sua personalidade, como o jeito descontraído de conversar com as pessoas e a disposição para interagir de maneira diferente com os entrevistados.

“Não mude seu jeito de ser”

Siqueira Jr. também deixou um conselho para quem está começando no jornalismo.

Para ele, não existe uma receita única para construir uma carreira de sucesso na televisão. O profissional precisa encontrar sua própria identidade sem abandonar a formação e o compromisso com o trabalho.

A principal orientação foi não tentar copiar outro profissional.

A ideia defendida pelo jornalista é que cada repórter deve desenvolver sua própria maneira de trabalhar, preservando características pessoais sem abrir mão do profissionalismo.

Jornalista deve dar a notícia, não opinar

No fim da conversa, Siqueira Jr. também fez uma defesa do jornalismo tradicional.

Segundo ele, o papel do jornalista é dar a notícia, enquanto a opinião deve ficar separada da informação.

A declaração reforça uma visão de jornalismo baseada na distinção entre informar e comentar, especialmente em um momento em que jornalistas e veículos de comunicação são cada vez mais cobrados sobre a separação entre notícia, análise e opinião.

 

Entenda o contexto

A declaração de Siqueira Jr. aconteceu nos bastidores de sua participação no NC News Entrevista, apresentado por Alex Sampaio.

Ao falar sobre os desafios da profissão, o jornalista destacou a cobertura de velórios como uma das situações que mais exigem preparo emocional e jogo de cintura. Para ele, o repórter precisa equilibrar a necessidade de obter informação com o respeito à dor dos familiares.

A conversa também abordou a trajetória irreverente de Siqueira Jr. na televisão e a importância de manter autenticidade sem deixar de lado a formação e o profissionalismo.

O episódio completo do NC News Entrevista com Siqueira Jr. será disponibilizado pelo NC News.

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