Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe com criptomoedas

Operação Criptoabate mira grupo suspeito de aplicar fraude contra mais de 140 vítimas em três estados
Redação NC News
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Uma aposentada do Rio Grande do Sul perdeu cerca de R$ 37 milhões após cair em um golpe envolvendo investimentos em criptomoedas. O caso levou a Polícia Civil gaúcha a descobrir uma organização suspeita de aplicar o chamado pig butchering, estratégia em que criminosos conquistam a confiança das vítimas antes de convencê-las a entregar grandes quantias de dinheiro.

A investigação aponta que o grupo pode ter feito mais de 140 vítimas e movimentado valores bilionários.

Operação Criptoabate

A Operação Criptoabate foi deflagrada nesta quinta-feira (13) pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos do Rio Grande do Sul.

As ações ocorreram simultaneamente em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A capital paulista concentra os principais alvos apontados como responsáveis pela administração de uma falsa plataforma financeira.

A Justiça determinou a prisão preventiva de oito pessoas e autorizou dez mandados de busca e apreensão.

Até o momento, dois suspeitos foram presos e outros seis são considerados foragidos.

Grupo teria movimentado R$ 30 bilhões

Durante a investigação, os policiais identificaram movimentações financeiras de grandes proporções.

Em São Paulo, uma única empresa localizada na região central da capital teria movimentado R$ 500 milhões somente em 2025.

As transações realizadas pelos investigados durante o período analisado chegaram a R$ 30 bilhões, segundo a polícia.

Como funcionava o golpe

O esquema utilizava o método conhecido como pig butchering, expressão em inglês que pode ser traduzida como “abate de porcos”.

Nesse tipo de fraude, os criminosos primeiro estabelecem uma relação de confiança com a vítima. Depois, apresentam supostas oportunidades de investimento e incentivam depósitos cada vez maiores.

Quando a vítima tenta retirar o dinheiro, descobre que os valores não estão disponíveis ou que a plataforma utilizada era falsa.

Investigação começou após denúncia

O caso começou a ser investigado no início de 2025, depois que a aposentada procurou a polícia para denunciar o prejuízo.

Segundo o delegado Eibert Moreira, diretor do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, a mulher relatou inicialmente um prejuízo de quase R$ 40 milhões.

A partir da denúncia, os investigadores ampliaram o trabalho e chegaram a outras possíveis vítimas espalhadas por diferentes estados.

Quem está entre os alvos

Entre os investigados estão três proprietários de instituições financeiras que atuavam na conversão de reais para criptomoedas.

Também estão na mira dois estrangeiros, sendo que um deles seria sócio dessas instituições, além de uma gerente de um banco tradicional suspeita de facilitar a abertura de contas utilizadas pelo grupo.

A Polícia Civil continua as diligências para localizar os foragidos e identificar outras possíveis vítimas e envolvidos.

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