Foragido por fraude de R$ 50 milhões é preso no Santos Dumont. veja como funcionava o golpe

Homem de 41 anos é apontado como integrante de organização criminosa que usava falsa plataforma de investimentos; uma das vítimas perdeu mais de R$ 37 milhões
Redação NC News
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Um homem de 41 anos, apontado pela investigação como integrante de uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro, foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (14), no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. Ele era procurado pela Justiça e tentava embarcar em um voo comercial com destino a São Paulo.

Segundo a investigação, o suspeito teria ligação com um esquema que movimentou cerca de R$ 50 milhões por meio de uma falsa plataforma de investimentos. O caso envolve uma modalidade de golpe conhecida como “pig butchering”, estratégia em que criminosos conquistam a confiança das vítimas antes de convencê-las a colocar valores cada vez maiores em supostos investimentos.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Criptoabate, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na quinta-feira (13) para desarticular o esquema. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Homem tentava deixar o Rio quando foi localizado

O suspeito é natural de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e estava no aeroporto quando foi localizado pelos agentes federais.

De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, ele pretendia embarcar em um voo comercial para a capital paulista.

A abordagem ocorreu antes que o homem deixasse o Rio. Após a prisão e os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

Como funcionava o golpe dos falsos investimentos?

A organização investigada utilizava uma estratégia conhecida internacionalmente como “pig butchering”, expressão usada para descrever golpes nos quais os criminosos primeiro constroem uma relação de confiança com a vítima e, depois, passam a induzi-la a investir dinheiro.

Nesse tipo de fraude, a vítima pode ser abordada por meio de contatos virtuais e apresentada a uma suposta oportunidade de investimento.

A partir daí, os criminosos passam a orientar aplicações sucessivas, fazendo com que a pessoa acredite que está obtendo bons resultados.

O objetivo é aumentar gradualmente os valores transferidos até que a vítima perceba que não conseguirá recuperar o dinheiro.

Uma vítima perdeu mais de R$ 37 milhões. O caso chama atenção pelo tamanho do prejuízo.

Segundo as apurações, uma mulher de 70 anos foi apontada como a principal vítima identificada até o momento e teria perdido mais de R$ 37 milhões.

O valor representa a maior parte do montante atribuído à fraude investigada.

A descoberta do prejuízo também ajuda a dimensionar o poder de convencimento utilizado pelos integrantes da organização, segundo as investigações.

Organização também é investigada por lavagem de dinheiro
Além da fraude eletrônica, os envolvidos são investigados por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A suspeita é de que o grupo tenha utilizado diferentes mecanismos para movimentar e ocultar os recursos obtidos por meio das fraudes.

A investigação busca identificar a participação de cada integrante e rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro.

O que é o “pig butchering”?

O termo “pig butchering” pode ser traduzido literalmente como “abate do porco”, mas não tem relação direta com violência física.

A expressão faz referência à maneira como os criminosos atuam: primeiro, a vítima é “preparada” durante um período de aproximação e construção de confiança. Depois, os golpistas passam a apresentar falsas oportunidades de investimento e aumentam gradualmente a pressão para que novos valores sejam enviados.

O golpe pode envolver falsas plataformas, aplicativos, sites e até supostos especialistas em investimentos.

Por isso, uma das principais características desse tipo de fraude é que a vítima não necessariamente percebe imediatamente que está sendo enganada.

Investigação começou no Rio Grande do Sul

A prisão realizada no Santos Dumont faz parte da Operação Criptoabate, conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

A ação foi deflagrada na quinta-feira (13) com o objetivo de desarticular a estrutura responsável pelo esquema.

A partir das investigações, a Justiça gaúcha expediu o mandado de prisão preventiva contra o homem localizado no aeroporto do Rio.

A atuação da Polícia Federal permitiu o cumprimento da ordem enquanto o investigado estava em território fluminense.

O que acontece agora?

Preso preventivamente, o homem ficará à disposição da Justiça.

Ele deverá responder, segundo as informações divulgadas sobre o caso, por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros possíveis integrantes e rastrear os valores movimentados.

Também deverá ser apurado se existem outras vítimas além das já identificadas.

ENTENDA O CONTEXTO

A investigação aponta para uma organização criminosa que teria utilizado uma falsa plataforma de investimentos para aplicar golpes de grande valor.

O grupo utilizava a estratégia conhecida como “pig butchering”, na qual os criminosos estabelecem uma relação de confiança com as vítimas antes de convencê-las a realizar investimentos cada vez maiores.

Uma mulher de 70 anos teria perdido mais de R$ 37 milhões, dentro de um esquema estimado em cerca de R$ 50 milhões.

Um dos investigados, de 41 anos, foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (14), no Aeroporto Santos Dumont, enquanto tentava embarcar para São Paulo.

A investigação agora deve avançar sobre a participação de outros suspeitos e o caminho percorrido pelo dinheiro.

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