TSE expõe na deepfake de Flávio o conflito dos afetos no Judiciário

Possibilidade de Nunes Marques dar "tratamento ameno" ao crime eleitoral na democracia praticado em tempo real nas redes sociais e convenção do PL sugere seguir a lógica bolsonarista cuja expressão máxima cumpre pena de 27 anos por tentar golpeá-la.
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A sem cerimônia de parcela dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral para trocar a toga pelo óleo de peroba no tratamento da deepfake de Flávio Bolsonaro é estupefaciente.

O caso começa a ser apreciado nesta quinta. E aqui e acolá, já se juntam “fontes” antecipando juízo de Nunes Marques: posição amena sobre o caso.

Como é o presidente do TSE, seus panos quentes tendem a ser, por óbvio, a régua de um especulado alinhamento no Tribunal.

Uma posição centrista, nem-nem, sobre a questão que, em absoluto, admitiria controvérsia que pudesse exigir e, até mesmo acomodar, meios termos.

Uma representação que, pela letra da lei, não aceitaria composição.

Alinhamento entre Nunes e o ministros

Ora, o alinhamento de Nunes e ministros deveria ser apenas com a Resolução 23.755, de 2 de março de 2026.

E não elemento conciliador político entre crime, criminoso e a Justiça. Letra morta da lei que  exigiria apurada interpretação para sabê-la descumprida.

Pois seria por demais desavergonhado não enxergar no IA de Jair Bolsonaro utilizado na convenção do PL um deepfake com toda sua plenitude.

E, por tal, impositor de obrigações e reparos legais.

De como tratá-lo agora depende o processo eleitoral deste ano.

E que se note: desde 2024 já há decisões do próprio TSE criminalizando o expediente

Não rechaçado peremptoriamente, como se avizinha do pensamento não autorizado mas não negado, atribuído a Nunes Marques, a conduta continuará desafiando a Justiça Eleitoral.

Um despautério em desfavor da democracia representativa do país.

Seria o próprio TSE seguindo a lógica bolsonarista cuja expressão máxima cumpre pena de 27 anos por tentar golpeá-la.

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