A sem cerimônia de parcela dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral para trocar a toga pelo óleo de peroba no tratamento da deepfake de Flávio Bolsonaro é estupefaciente.
O caso começa a ser apreciado nesta quinta. E aqui e acolá, já se juntam “fontes” antecipando juízo de Nunes Marques: posição amena sobre o caso.
Como é o presidente do TSE, seus panos quentes tendem a ser, por óbvio, a régua de um especulado alinhamento no Tribunal.
Uma posição centrista, nem-nem, sobre a questão que, em absoluto, admitiria controvérsia que pudesse exigir e, até mesmo acomodar, meios termos.
Uma representação que, pela letra da lei, não aceitaria composição.
Alinhamento entre Nunes e o ministros
Ora, o alinhamento de Nunes e ministros deveria ser apenas com a Resolução 23.755, de 2 de março de 2026.
E não elemento conciliador político entre crime, criminoso e a Justiça. Letra morta da lei que exigiria apurada interpretação para sabê-la descumprida.
Pois seria por demais desavergonhado não enxergar no IA de Jair Bolsonaro utilizado na convenção do PL um deepfake com toda sua plenitude.
E, por tal, impositor de obrigações e reparos legais.
De como tratá-lo agora depende o processo eleitoral deste ano.
E que se note: desde 2024 já há decisões do próprio TSE criminalizando o expediente
Não rechaçado peremptoriamente, como se avizinha do pensamento não autorizado mas não negado, atribuído a Nunes Marques, a conduta continuará desafiando a Justiça Eleitoral.
Um despautério em desfavor da democracia representativa do país.
Seria o próprio TSE seguindo a lógica bolsonarista cuja expressão máxima cumpre pena de 27 anos por tentar golpeá-la.