Tottenham e Hoffenheim abrem neste sábado, às 11h (de Brasília), no Tottenham Hotspur Stadium, uma série de dois amistosos que fecha a pré-temporada dos ingleses. O reencontro ocorre no domingo, em jogo com portões fechados no centro de treinamento dos Spurs.
Último teste antes da bola rolar para valer
O fim de semana funciona como espécie de vestibular para a temporada. O Tottenham ajusta os detalhes finais antes da estreia na Premier League, enquanto o Hoffenheim acelera a preparação para a Copa da Alemanha.
Os ingleses chegam ao compromisso sem derrotas na pré-temporada e vêm de um 1 a 1 contra o Getafe, em partida encurtada para 70 minutos. A série dupla permite que o técnico Roberto De Zerbi rode praticamente todo o elenco, algo decisivo às vésperas de uma maratona doméstica.
A programação incomum, com dois confrontos em dias consecutivos, também atende ao clube alemão. O Hoffenheim tenta manter o bom ritmo de jogos e transformar o bom início de preparação em segurança para o mata-mata da copa nacional, que não admite tropeços logo na estreia.
De Zerbi mira rotação; Hoffenheim testa plano sem Kramaric
De Zerbi indica que não repetirá escalação.
“A tendência é que Roberto De Zerbi utilize formações bastante diferentes nos dois jogos contra o Hoffenheim para distribuir minutos pelo elenco antes da estreia na Premier League”, diz a análise oficial do clube.
O treinador lida com diferentes estágios de preparação física. James Maddison volta de grave lesão no joelho e ainda tem minutagem controlada. Mohammed Kudus também é monitorado depois de problema muscular, cenário parecido ao de Dominic Solanke e do lateral Destiny Udogie.
Alguns retornos ajudam a ampliar as opções. Pedro Porro reaparece após o Mundial de Seleções e pode ganhar seus primeiros minutos com a torcida em casa. Cristian Romero, em contrapartida, já não entra nos planos: o zagueiro fica fora do amistoso após acertar a transferência para o Atlético de Madrid, abrindo espaço para outros defensores.
Do outro lado, o Hoffenheim chega com uma mistura de confiança e alerta.
“O Hoffenheim teve bom início de preparação e venceu cinco amistosos consecutivos, incluindo uma goleada por 21 a 0 sobre o Massenbachhausen”, registra o balanço da equipe.
A sequência, porém, acaba com a derrota por 4 a 1 para o Borussia Mönchengladbach.
O principal problema para o técnico Christian Ilzer está no ataque. Andrej Kramaric, referência técnica e artilheiro recorrente, trata uma lesão na virilha e não participa da série em Londres.
“Sem o atacante Andrej Kramaric, Max Moerstedt aparece como opção para comandar o setor ofensivo”, explica o clube alemão.
Minutos disputados, vagas em aberto
As escalações previstas ajudam a entender o que está em jogo. O Tottenham deve começar o amistoso com Kinsky; Gray, Van Hecke, Senesi e Robertson; Mateus Fernandes, Tonali e Maddison; Kudus, Richarlison e Mathys Tel. É um time com mistura de titulares, reforços recentes e jovens em busca de espaço.
Do lado alemão, a tendência é que o Hoffenheim inicie com Philipp; Hranac, Chaves, Spranger e Bernardo; Geiger e Avdullahu; Daghim, De Cat e Wimmer; Moerstedt. A formação reforça a aposta em um bloco compacto e em transições rápidas, estratégia que costuma testar bem a recomposição defensiva adversária.
A ausência de Romero força ajustes imediatos na zaga inglesa e serve como ensaio geral para a vida pós-mercado. O comportamento da defesa, com linhas novas de comunicação, entra na lista de observações do clube e pode influenciar decisões de última hora em termos de contratações.
No meio-campo e no ataque, o foco recai sobre o entrosamento entre Maddison, Kudus e Richarlison. A capacidade desse trio de criar chances e pressionar a saída de bola alemã indica o grau de prontidão ofensiva do Tottenham para o início da Premier League.
Mercado, vitrine e um palpite de favoritismo
A dupla de amistosos também funciona como vitrine. Jogadores em fim de fila ganham minutos para convencer De Zerbi a mantê-los no elenco principal. Outros tentam se mostrar a potenciais interessados, em um mercado ainda em movimento após o Mundial.
O impacto extrapola Londres. A resposta física de atletas chave, como Maddison e Kudus, pode definir o ritmo de carga nas próximas semanas. Um eventual desconforto ou recaída muda planos, abre espaço para reservas e, em casos extremos, força o clube a agir novamente na janela.
Na Alemanha, a comissão técnica do Hoffenheim observa como Moerstedt lida com a responsabilidade de herdar o comando de ataque. Um bom desempenho contra um rival de Premier League fortalece a confiança para a Copa da Alemanha e reduz a pressão pela volta imediata de Kramaric.
As casas de análise tratam o Tottenham como favorito. O jornalista Maurício Louro, especialista em pré-jogos, crava: “Palpite Mauricio Louro: Tottenham 2 x 1 Hoffenheim”. O prognóstico reflete o peso do elenco inglês, mas reconhece a competitividade recente do time alemão.
O jogo deste sábado não tem transmissão confirmada para o Brasil, o que empurra o torcedor brasileiro para tempo real em portais esportivos e redes sociais. O segundo duelo, com portões fechados, tende a ter ainda menos exposição e interesse concentrado em relatórios internos.
As lições do fim de semana vão direto para o vestiário. Escalações, minutagem e respostas físicas influenciam a lista final de relacionados, o desenho tático e até eventuais investidas tardias no mercado. A temporada, para os dois lados, começa de fato depois desses 180 minutos de laboratório em Londres.