Presidente da Colômbia pede a Trump suspensão de tarifas após terremoto que matou 289 pessoas

Abelardo de la Espriella diz que medida daria “alívio aos nossos empresários” enquanto o país enfrenta os impactos da tragédia; EUA já anunciaram US$ 26,5 milhões em ajuda humanitária.
Redação NC News
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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão temporária das tarifas aplicadas aos produtos colombianos. O pedido ocorreu durante uma conversa entre os dois líderes, em meio aos esforços do governo colombiano para enfrentar as consequências do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país.

Em publicação nas redes sociais, De la Espriella agradeceu a ajuda enviada pelos Estados Unidos e afirmou que a suspensão das tarifas poderia ajudar empresas colombianas afetadas pela tragédia.

“Dar alívio aos nossos empresários, que enfrentam momentos muito difíceis devido aos efeitos do terremoto”, afirmou o presidente colombiano.

Até o momento, o governo Trump não havia respondido oficialmente ao pedido.

EUA já enviaram US$ 26,5 milhões em ajuda

Apesar de ainda não haver decisão sobre as tarifas, os Estados Unidos anunciaram US$ 26,5 milhões em ajuda humanitária à Colômbia. Os recursos incluem alimentos, abrigos e suprimentos médicos para auxiliar as regiões atingidas pelo terremoto.

De la Espriella assumiu a Presidência poucos dias antes do tremor e mantém uma relação próxima com Trump. O presidente norte-americano apoiou sua candidatura no segundo turno das eleições colombianas, realizado em junho.

Terremoto deixou centenas de mortos e milhares de desabrigados

O terremoto atingiu principalmente o oeste da Colômbia, com forte impacto em cidades como Pereira, Cali e Quibdó. A região do Pacífico foi uma das mais atingidas, e o governo declarou estado de desastre natural.

Segundo o balanço apresentado pelas autoridades colombianas, 289 pessoas morreram, 3.937 ficaram feridas e 143 continuam desaparecidas. Além disso, 14.705 casas foram totalmente destruídas e mais de 81 mil imóveis sofreram danos.

O epicentro foi registrado em Chocó, uma das regiões mais pobres do país.

Resgate continua em busca de sobreviventes

Em Cali, equipes de emergência continuam procurando pessoas desaparecidas sob os escombros. Mais de 120 horas após o tremor, os trabalhos de resgate permanecem concentrados em áreas onde ainda existe possibilidade de encontrar sobreviventes.

O prefeito de Cali, Alejandro Eder, afirmou que as equipes continuam trabalhando com esperança de localizar vítimas com vida.

A tragédia coloca o governo colombiano diante de uma crise humanitária e econômica, enquanto o presidente busca medidas para acelerar a recuperação do país e reduzir os impactos sobre empresas e trabalhadores.

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