O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita o Amapá nesta segunda-feira (17), após a Petrobras anunciar a descoberta de hidrocarbonetos em águas ultraprofundas na Margem Equatorial. A agenda foi divulgada pelo Palácio do Planalto.
Lula deve deixar Brasília por volta das 8h e seguir para Oiapoque (AP), onde visitará o navio-sonda da Petrobras que opera no bloco FZA-M-59, na região da Foz do Rio Amazonas.
A Petrobras anunciou na sexta-feira (14) a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório localizado em águas ultraprofundas do litoral do Amapá. A descoberta foi feita durante as atividades de exploração da companhia na região.
A Margem Equatorial se estende desde a costa do Rio Grande do Norte até a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e é considerada uma das principais áreas de expansão da exploração de petróleo no país.
Descoberta aproxima Lula e Alcolumbre
O anúncio também deve reforçar a aproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem sua base política no Amapá.
A relação entre os dois havia ficado desgastada durante os últimos meses, mas Lula e Alcolumbre retomaram o diálogo na semana passada. Entre os acordos políticos discutidos está o possível apoio do presidente à candidatura do governador do Amapá, Clécio Luís (União Brasil), à reeleição.
Após o anúncio da Petrobras, Alcolumbre classificou a descoberta como “um dia histórico para o Amapá e para o Brasil”.
A exploração de petróleo na Margem Equatorial também ganhou espaço dentro do governo e do PT. A descoberta pode ampliar as discussões sobre o modelo de exploração das reservas da região e sobre o futuro da produção de petróleo no país.
Lula deve falar sobre descoberta
Durante a visita, Lula deve fazer declarações sobre a descoberta e sobre a exploração da Margem Equatorial antes de retornar a Brasília.
O retorno do presidente está previsto para as 19h50.
Por questões de segurança e de espaço, porém, a imprensa não deve ter acesso ao interior do navio-sonda durante a visita presidencial.
A agenda ocorre poucos dias depois da confirmação dos hidrocarbonetos e coloca o presidente diretamente no centro de uma das principais discussões sobre o futuro da exploração de petróleo no Brasil.