A busca por procedimentos estéticos para aumentar a circunferência ou o comprimento do pênis tem ganhado espaço entre homens, impulsionada por mudanças nos padrões de beleza, publicidade e influência das redes sociais. Apesar da procura, especialistas alertam que as técnicas ainda apresentam riscos e que faltam dados sobre os efeitos a longo prazo.
Um dos procedimentos mais utilizados é o preenchimento com ácido hialurônico, substância também presente em tratamentos estéticos para outras regiões do corpo. Segundo a reportagem, homens que procuram a técnica relatam principalmente questões relacionadas à aparência, simetria e autoestima.
Por que os homens estão procurando o procedimento?
A decisão de realizar o preenchimento não está necessariamente ligada à insatisfação com o comprimento do pênis. Alguns homens buscam principalmente aumentar a circunferência ou modificar a aparência do órgão.
O personagem identificado como Jason, entrevistado de forma anônima, relatou ter obtido um aumento de 16% na circunferência e afirmou estar satisfeito com o resultado. Ele também relacionou a decisão a uma busca por maior autoconfiança e às mudanças nos padrões de beleza masculina.
A reportagem aponta ainda que publicidade, redes sociais e tendências de busca na internet podem estar contribuindo para o aumento da procura por procedimentos de aumento peniano.
Como funciona o preenchimento com ácido hialurônico
O ácido hialurônico é uma substância naturalmente encontrada no organismo e conhecida por sua capacidade de reter água. No preenchimento peniano, o material é aplicado para aumentar a circunferência.
De acordo com a reportagem, o procedimento pode proporcionar um aumento estimado entre 10% e 20% na circunferência peniana, com duração de aproximadamente seis a nove meses, dependendo do caso e do material utilizado.
O preenchimento é temporário e pode ser dissolvido quando utilizado o ácido hialurônico, característica que também pesa na escolha de alguns pacientes.
Riscos podem ir de hematomas a necrose
Apesar dos resultados buscados pelos pacientes, o procedimento não é isento de riscos. Entre as possíveis complicações estão dor, hematomas, irregularidades no preenchimento e infecções.
Em situações mais graves, podem ocorrer danos a vasos sanguíneos e estruturas importantes para a ereção. A reportagem relata casos em que pacientes apresentaram escurecimento da pele e necrose, situação em que parte do tecido morre.
Segundo o andrologista e cirurgião urologista Vaibhav Modgil, homens já chegaram ao hospital após procedimentos malsucedidos com lesões graves na região.
Falta de regulamentação preocupa especialistas
Outro ponto destacado é a ausência de dados oficiais sobre a quantidade de procedimentos realizados e a falta de informações suficientes sobre os efeitos a longo prazo.
A Associação Britânica de Cirurgiões Urológicos analisou 36 estudos envolvendo 3.750 homens, mas concluiu que ainda não há evidências suficientes para estabelecer com segurança o perfil de risco desses procedimentos.
Especialistas defendem maior regulamentação do setor e a criação de registros que permitam acompanhar os resultados e possíveis complicações ao longo dos anos.
Procedimento exige avaliação médica
No Brasil, segundo a informação apresentada na reportagem, procedimentos desse tipo devem ser realizados por médicos registrados no Conselho Regional de Medicina.
A avaliação profissional é importante para analisar as condições de saúde do paciente, suas expectativas e os possíveis riscos antes de qualquer intervenção.
A reportagem ressalta que, embora alguns homens estejam satisfeitos com os resultados, a falta de estudos de longo prazo e a possibilidade de complicações graves fazem com que especialistas recomendem cautela antes da realização do procedimento.