Thiago Almada estreia pelo River Plate e brilha na vitória contra Argentinos Juniors

Thiago Almada brilha em sua estreia pelo River Plate, ajudando a equipe a encerrar a sequência de derrotas no Torneio Clausura.
Redação NC News
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Thiago Almada estreia pelo River Plate com participação direta em gol e vitória por 2 a 0 sobre o Argentinos Juniors, pela quinta rodada do Torneio Clausura, em Buenos Aires. O meia de 25 anos, ex-Botafogo, começa como titular no Monumental de Núñez e ajuda a recolocar o time no campeonato após uma sequência de quatro derrotas.

River paga alto e vê resposta imediata em campo

O River investe 20 milhões de euros, o equivalente a R$ 120,8 milhões, para vencer a disputa com o Flamengo e trazer Almada. O valor coloca o meia no topo da prateleira de contratações recentes do clube e aumenta a pressão por retorno rápido em campo.

A resposta vem logo na estreia. O time de Eduardo Coudet chega ao jogo pressionado pela torcida, depois de quatro tropeços seguidos no Clausura e uma eliminação na Copa da Argentina. A vitória por 2 a 0 representa mais que três pontos: funciona como freio em uma espiral de crise e sinal de que o investimento pode recolocar o River na briga.

No gramado do Monumental, Almada divide atenções com outros campeões mundiais argentinos. O técnico começa a partida com um quarteto estrelado: Almada, Otamendi, Montiel e Ángel Correa. O pacote de nomes reforça a mensagem da diretoria de que o clube se arma para retomar protagonismo local e continental.

Estreia com personalidade, cartão e quase assistência

Almada não se esconde. Desde os primeiros minutos se apresenta para o jogo, baixa para organizar a saída de bola e pisa na área para finalizar. O lance que marca a estreia acontece ainda no primeiro tempo. Ángel Correa acelera pela esquerda, encontra o ex-botafoguense livre na entrada da área e serve o companheiro.

Da meia-lua, Almada finaliza forte. A bola desvia na marcação do Argentinos Juniors e sobra limpa para Montiel, que aparece pela direita e abre o placar. Na súmula, o gol é do lateral, mas o meia se torna protagonista da jogada que destrava um jogo tenso para o River.

Minutos depois, a estreia ganha contorno mais áspero. Em disputa no meio-campo, Almada entra atrasado em López Muñoz, com carrinho por trás, e recebe cartão amarelo ainda na etapa inicial. O lance expõe um pouco do nervosismo de quem tenta provar rapidamente que vale cada euro gasto.

83 minutos em campo e pênalti de Correa definem vitória

O novo camisa do River permanece em campo por 83 minutos, sem contar os acréscimos. Participa da construção de jogadas, alterna boas combinações com erros de passe típicos de quem ainda busca entrosamento. Aos 38 do segundo tempo, Coudet decide protegê-lo fisicamente e taticamente, já amarelado, e o substitui por Lautaro Rivero.

A vitória se consolida no fim. Aos 43 minutos da etapa final, Ángel Correa invade a área, sofre pênalti e ele mesmo converte, fechando o 2 a 0. O placar assegura a primeira vitória do River no Clausura e rende aplausos das arquibancadas ao elenco, com atenção especial para o estreante.

Nos corredores do Monumental, a avaliação interna é de que Almada entrega, em um jogo, sinais claros do que pode oferecer: mobilidade entre linhas, chute de média distância e capacidade de atrair marcação. Ele participa do gol que muda o roteiro da noite e segura o ritmo até o fim, sem se poupar.

Impacto esportivo, frustração no Flamengo e mercado aquecido

A presença de Almada muda a configuração do meio-campo do River. O time passa a ter um articulador capaz de receber entre volantes e zagueiros, girar o corpo e acelerar a jogada. Isso libera outros nomes, como Ángel Correa, para atuar mais perto da área. A equipe ganha criatividade em um setor que parecia previsível nas últimas rodadas.

O efeito imediato é psicológico. A torcida, que vinha reagindo com vaias e desconfiança, volta a cantar o nome do time após o apito final. A vitória alivia a pressão sobre Eduardo Coudet e dá ao treinador uma peça central para reorganizar o modelo de jogo. Almada tende a ser referência na bola parada e no último passe, inclusive nos jogos decisivos fora de casa.

Fora da Argentina, o desfecho também repercute. O Flamengo, que tenta seduzir o jogador e vê o River levar a melhor, perde uma oportunidade de reforço considerado estratégico para a criação no meio-campo. A disputa evidencia o crescimento do poder de investimento do clube argentino e reforça um movimento recente de equilíbrio no mercado sul-americano, em que nem sempre o destino de destaque é o Brasil.

Se Almada mantiver o nível de participação mostrado na estreia, seu valor de mercado tende a subir. O River aposta que o meia pode se tornar vitrine para futuras negociações com a Europa, ao mesmo tempo em que segura a bronca esportiva no curto prazo e afasta o fantasma de uma crise prolongada.

Pressão por regularidade e próximos capítulos no Clausura

A história do investimento, porém, não se encerra em uma noite positiva. A partir de agora, Almada passa a ser medido por desempenho constante. A expectativa da torcida e da diretoria é que ele lidere a recuperação no Clausura, ajude o time a subir na tabela e faça o River voltar a disputar títulos, não apenas vagas.

O calendário reserva uma sequência dura, com viagens e confrontos diretos. Coudet precisa administrar o desgaste de um elenco que combina estrelas experientes e jovens em ascensão. A missão de Almada é dupla: dar respostas dentro de campo e mostrar personalidade para suportar um ambiente que cobra intensidade e protagonismo em todos os jogos.

Se a estreia indica um caminho, o River parece encontrar em seu novo camisa uma peça capaz de mudar o humor do vestiário e a trajetória da equipe no Clausura. A próxima rodada dirá se a atuação diante do Argentinos Juniors foi um recorte isolado ou o primeiro capítulo de uma virada sustentada.

 

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