Diário Oficial da União hoje: Pix pensão e contratos até nov/26

Confira as principais atualizações do Diário Oficial da União, incluindo a lei do Pix Pensão e vetos da Anvisa.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Diário Oficial da União volta a concentrar hoje decisões que mexem com a rotina de universidades federais, a segurança sanitária de consumidores e a vida de famílias que dependem de pensão alimentícia.

Universidade prorroga contrato e evita brecha em serviços

A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) renova, por termo aditivo, o contrato nº 15/2023 com a empresa Elizete Silva de Castro LTDA, derivado do Pregão nº 5/2023. O ajuste estende a vigência para o período de 24 de agosto a 28 de novembro de 2026, com valor atualizado de R$ 58.911,09, vinculado ao processo administrativo nº 23205.006924/2023-13 e à UASG 158517.

O documento não detalha o tipo de serviço, mas indica que o gasto é essencial ao funcionamento da instituição. Em nota oficial, a universidade afirma que “o termo aditivo é fundamental para adequar o cronograma de execução ou a disponibilidade orçamentária às necessidades da administração”. Na prática, a decisão fecha uma lacuna que poderia interromper atividades acadêmicas e administrativas em pleno semestre letivo.

A prorrogação aparece registrada no sistema Comprasnet 4.0 e obedece ao rito de transparência exigido para contratos públicos. Para a UFFS, que espalha campi pela região Sul, qualquer falha nessa engrenagem se traduz em salas sem manutenção, insumos atrasados ou apoio administrativo comprometido. A publicação no Diário Oficial funciona como blindagem jurídica e política para a gestão.

Anvisa bloqueia suplementos irregulares e remédio falsificado

Na área da saúde, resoluções recentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliam o cerco a produtos irregulares e falsificados. A Resolução 3.242/2026 atinge diretamente o suplemento alimentar Newfit, sob responsabilidade da empresa ROMARIO BARBOSA BUENO – RBB TOP NEW (CNPJ 43.993.023/0001-57). Análises do Laboratório de Química da Unicamp identificam no produto sibutramina, fluoxetina e furosemida não declaradas no rótulo.

A agência determina apreensão imediata e impede que o Newfit continue a ser fabricado, vendido ou divulgado. Em sua comunicação oficial, a Anvisa resume o alcance da medida: “A medida determina a apreensão do produto e proíbe ainda a divulgação, a distribuição e o uso”. A ordem vale para todo o território nacional e mira tanto estoques de fabricantes quanto gôndolas físicas e lojas virtuais.

O mesmo ato atinge o Mounja Gummy, da Bela Blue Beauty Ltda. (CNPJ 45.820.042/0001-07), que circula sem qualquer registro, notificação ou cadastro sanitário. O produto deve ser apreendido e deixa de poder ser fabricado, distribuído, importado ou anunciado. A Resolução 3.244/2026, também publicada no Diário Oficial, foca o lote 10008808 do medicamento Trodelvy, classificado como falsificado após a detentora do registro, a Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil Ltda. (CNPJ 15.670.288/0001-89), informar desconhecer a origem do lote.

A Anvisa vai além e ordena o recolhimento de todos os suplementos da marca Shark Pro, fabricados pela RCA LABS LTDA (CNPJ 303585380001-33). Inspeção no interior paulista aponta falhas graves de boas práticas de fabricação: ausência de controle de qualidade das matérias-primas, armazenamento inadequado e falta de registros de manutenção dos equipamentos, além da inexistência de estudos de estabilidade e de regularização de alguns rótulos.

As proibições têm impacto imediato no mercado de suplementos, um segmento em expansão e ainda marcado por brechas na fiscalização. Para o consumidor, a mensagem é clara: desconfie de promessas fáceis, produtos sem registro e embalagens que não informam com precisão a composição. Para o setor, o recado é que a agência está disposta a apertar o controle sobre empresas que ignoram as regras sanitárias.

Lei do Pix Pensão muda a execução de alimentos

No campo jurídico e financeiro, a Lei nº 15.479/2026, batizada de “Pix Pensão”, passa a redesenhar a forma como o país lida com a cobrança de pensão alimentícia. A norma, publicada no Diário Oficial no fim de julho, altera o Código de Processo Civil e cria um sistema de transferência automática de valores entre contas bancárias para pagamento de alimentos.

A decisão judicial que adotar o mecanismo deverá indicar o valor da pensão, o prazo da obrigação, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização. A partir daí, os pagamentos passam a ocorrer de forma automática, em datas previamente fixadas, com interligação entre sistemas do Poder Judiciário, das instituições financeiras e do Banco Central do Brasil.

O modelo mira um ponto frágil da execução de alimentos: casos em que o devedor não possui vínculo formal de trabalho e, por isso, não sofre desconto em folha. Ao automatizar as transferências, a lei tenta reduzir atrasos crônicos e aliviar a necessidade de sucessivas ordens judiciais para cada novo inadimplemento. Em caso de saldo insuficiente na conta do devedor, a instituição financeira deve comunicar o Banco Central, que pode tornar indisponíveis ativos financeiros até o limite do valor devido.

Para a professora Suzana Borges Viegas de Lima, da Universidade de Brasília (UnB), o avanço é incontestável, mas tem alcance delimitado. “A nova sistemática não representa uma solução definitiva para a inadimplência alimentar, sobretudo nos casos de devedores contumazes, mas é um importante avanço na busca por maior efetividade da execução de alimentos”, afirma. Crianças e adolescentes, principais credores, tendem a sentir primeiro os efeitos de maior regularidade dos repasses.

A lei prevê um prazo de um ano para a construção da infraestrutura tecnológica e a integração de sistemas. Bancos, tribunais e o próprio Banco Central precisam adaptar plataformas, testar fluxos e definir protocolos de segurança. Nesse período, magistrados, advogados e defensores públicos se preparam para incorporar o mecanismo aos processos em curso e discutir ajustes finos em sua aplicação.

Impacto cruzado e próximos passos

Os três movimentos captados pelo Diário Oficial expõem um traço comum: o uso de instrumentos formais para enfrentar problemas concretos do cotidiano. Na universidade, o termo aditivo garante que serviços continuem funcionando sem solavancos num contrato de R$ 58,9 mil, num cenário de orçamentos cada vez mais pressionados.

No sistema de vigilância sanitária, as resoluções 3.242/2026 e 3.244/2026 funcionam como freio de emergência diante de riscos à saúde vindos de suplementos manipulados sem controle e de medicamentos falsificados. A Anvisa sinaliza que pode ampliar diligências, recolhimentos e apreensões, o que tende a provocar reações de empresas afetadas, mas fortalece o ambiente de confiança para o consumidor.

Na justiça de família, a aposta está na tecnologia aliada ao sistema financeiro para fazer a pensão chegar, de fato, a quem precisa. O “Pix Pensão” promete reduzir a litigiosidade, ao menos nos casos em que há recursos em conta, e inaugura um padrão de automação que pode inspirar outros tipos de execução judicial. O desafio permanece em lidar com devedores que escondem patrimônio ou se mantêm fora do sistema bancário.

Os próximos meses serão decisivos para medir o alcance dessas medidas. A UFFS terá de mostrar que a prorrogação contratual se traduz em serviços efetivos. A Anvisa será cobrada por fiscalização contínua e resultados na retirada de produtos perigosos do mercado. O Banco Central, o Judiciário e os bancos avançam na montagem de um sistema que promete mudar a forma como a sociedade enxerga o cumprimento da obrigação alimentar.

Como consultar as publicações do Diário Oficial da União de hoje?

Para consultar as publicações do Diário Oficial da União de hoje, o caminho principal é acessar o portal da Imprensa Nacional, selecionar a edição do dia pela data e usar os campos de busca por palavra-chave, órgão ou seção, com possibilidade de leitura on-line ou download do conteúdo completo.

Como encontrar a prorrogação de contratos no Diário Oficial da União?

Para encontrar prorrogações de contratos no Diário Oficial da União, o leitor deve buscar na seção dedicada a contratos e extratos, usando filtros por órgão contratante, CNPJ, número de contrato ou processo administrativo, o que permite localizar termos aditivos como o da UFFS com poucos cliques.

Onde verificar as novas leis publicadas no Diário Oficial da União, como a do Pix Pensão?

Para verificar novas leis publicadas no Diário Oficial da União, como a Lei nº 15.479/2026 do Pix Pensão, basta acessar a seção de atos do Poder Executivo ou Legislativo, selecionar a data da edição e utilizar a busca pelo número da lei, assunto ou palavra-chave relacionada ao tema desejado.

Como acessar o Diário Oficial da União em formato PDF?

Para acessar o Diário Oficial da União em formato PDF, o usuário entra no site oficial da Imprensa Nacional, escolhe a edição pela data em “Diário do dia” e utiliza a opção de download, que disponibiliza o jornal completo ou seções específicas em arquivo PDF, gratuito e de livre consulta.

Como acompanhar reajustes de contratos governamentais pelo Diário Oficial da União?

Para acompanhar reajustes de contratos governamentais pelo Diário Oficial da União, é preciso monitorar os extratos de termos aditivos publicados na seção de contratos, configurar alertas ou consultas periódicas por órgão ou número de contrato e conferir se houve atualização de valor, prazo ou objeto contratado.

Quais são as recentes publicações do Ministério da Saúde no Diário Oficial da União?

As recentes publicações do Ministério da Saúde no Diário Oficial da União podem ser identificadas ao filtrar, no portal da Imprensa Nacional, o órgão responsável pelas normas, o período desejado e termos como “saúde”, “Anvisa” ou “resolução”, permitindo acompanhar atos como proibições de produtos e portarias de programas públicos.


Carregar Comentários