Bandeiras palestinas são proibidas em jogo entre Atalanta e Hapoel Tel Aviv em meio à tensão por guerra em Gaza

Partida pela Liga Conferência acontece nesta quinta-feira, em Bergamo, com cerca de mil torcedores israelenses esperados e reforço no esquema de segurança; estádio recebeu projeção com mensagem de boicote a Israel.
Redação NC News
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A partida entre Atalanta e Hapoel Tel Aviv, marcada para esta quinta-feira (20), em Bergamo, na Itália, será disputada sob forte esquema de segurança e em meio à tensão política provocada pela guerra na Faixa de Gaza. Entre as medidas adotadas para o confronto está a proibição de bandeiras palestinas dentro da New Balance Arena, estádio do clube italiano.

O duelo é válido pela ida dos playoffs da Liga Conferência da Uefa e deve reunir cerca de mil torcedores israelenses. A preocupação das autoridades aumentou justamente pela presença da torcida visitante e pelo contexto político envolvendo Israel e Palestina.

Segurança é reforçada antes da partida

Uma reunião foi realizada na prefeitura de Bergamo na quarta-feira (19) para definir as medidas de segurança para o jogo. Segundo autoridades locais, o esquema de proteção deverá seguir um padrão semelhante ao utilizado em outras partidas internacionais realizadas na cidade.

A principal determinação relacionada às manifestações políticas foi a restrição à entrada de bandeiras palestinas na arena.

A medida ocorre em um momento de forte mobilização internacional relacionada à guerra em Gaza, que também tem provocado manifestações em diferentes países europeus.

Estádio recebeu mensagem contra Israel

Antes da partida, a fachada do estádio da Atalanta foi iluminada com uma projeção que dizia: “Boicote a Israel”.

A ação foi realizada pelo braço italiano da Flotilha Global Sumud, grupo que organiza viagens de barco com o objetivo de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Em comunicado, os ativistas classificaram a projeção como “um gesto de luz contra o genocídio” e defenderam novas medidas contra Israel.

O grupo também afirmou que o boicote deveria ser tratado como uma questão humanitária e pediu mudanças na relação das instituições italianas com Israel.

Ativistas pedem medidas contra equipes israelenses

Além da manifestação no estádio, a Flotilha Global Sumud cobra que as instituições italianas cancelem um memorando de entendimento com Israel relacionado à cooperação militar.

O grupo também defende que a Uefa suspenda equipes israelenses das competições europeias.

A mobilização coloca o confronto entre Atalanta e Hapoel Tel Aviv no centro de uma discussão que ultrapassa o futebol. A presença de uma equipe israelense em uma competição europeia ocorre enquanto manifestações e pedidos de boicote ao país ganham espaço em diferentes locais.

Jogo acontece nesta quinta-feira

Atalanta e Hapoel Tel Aviv se enfrentam nesta quinta-feira (20), em Bergamo, pelo primeiro confronto dos playoffs da Liga Conferência.

Com a expectativa de aproximadamente mil torcedores israelenses, as autoridades italianas trabalham para evitar confrontos e manifestações dentro e nos arredores do estádio.

Apesar das restrições e da mobilização política, as forças de segurança de Bergamo afirmam que o planejamento seguirá protocolos semelhantes aos adotados em outras partidas internacionais.

Entenda o contexto

A partida ganhou atenção especial por acontecer em meio à guerra na Faixa de Gaza e à crescente pressão de grupos que defendem o isolamento esportivo de Israel.

A proibição de bandeiras palestinas dentro do estádio foi adotada como parte das medidas de segurança para o confronto. Ao mesmo tempo, ativistas realizaram uma manifestação do lado de fora da arena, projetando uma mensagem de boicote a Israel.

O caso mostra como o futebol europeu passou a ser afetado pelo contexto político internacional, especialmente quando equipes de países diretamente envolvidos em conflitos disputam competições continentais.

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