Em agenda de campanha na Zona Leste de São Paulo nesta quarta-feira (20), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez um aceno público a Pablo Marçal e defendeu a união de diferentes lideranças do campo da direita para a disputa eleitoral.
Durante a agenda, Flávio foi questionado sobre Marçal e adotou um tom conciliador. Em vez de criticar o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, destacou características positivas e afirmou que considera o empresário preparado e bem-intencionado.
“O Marçal é uma pessoa já conhecida do grande público aqui em São Paulo. É um cara do bem, é um cara preparado. Eu acho que ele é bem-intencionado. Todo mundo que está se unindo a favor do Brasil, a gente tem que abraçar.”
A manifestação ocorre em um momento de intensificação das articulações entre diferentes grupos da direita. Flávio afirmou que lideranças que estejam dispostas a apoiar um projeto contrário ao PT devem ser incorporadas à estratégia eleitoral.
Discurso de polarização
Durante a conversa com apoiadores e comerciantes, Flávio também elevou o tom contra o PT e afirmou que a eleição não deve ser tratada apenas como uma disputa entre os principais candidatos.
Para ele, a campanha deve ser apresentada como uma escolha entre dois projetos políticos para o país.
“Essa guerra não é entre Bolsonaro e Lula. É entre o Brasil e o PT.”
A declaração reforça uma das principais estratégias do candidato: transformar a eleição em uma avaliação do atual governo federal e concentrar a campanha em temas como economia, impostos, emprego e atividade empresarial.
Apelo ao eleitor preocupado com a economia
Ao falar sobre as conversas que afirma ter mantido com comerciantes, Flávio buscou apresentar um cenário de preocupação entre pequenos empresários e trabalhadores autônomos.

Segundo o candidato, alguns comerciantes estariam enfrentando dificuldades para manter seus negócios e enxergariam o resultado da eleição como decisivo para o futuro das empresas.
“Eu estou encontrando com muitos comerciantes que falam assim: ‘Flávio, eu estou esperando mais 60 dias. Se você não ganhar essa eleição, eu vou fechar as portas’.”
A fala reforça a tentativa da campanha de associar a candidatura a temas como emprego, renda, custos empresariais e condições para manutenção dos pequenos negócios.
O discurso econômico também busca aproximar Flávio de comerciantes e empreendedores que podem ser impactados por juros, impostos e pelo cenário de consumo.
Sinalização para uma frente ampliada
Além de citar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Flávio mencionou outras lideranças políticas ao defender uma articulação mais ampla contra o PT.
O elogio a Pablo Marçal também se encaixa nessa estratégia. Ao classificar o empresário como “do bem”, “preparado” e “bem-intencionado”, o candidato sinaliza disposição para dialogar com eleitores que transitam entre diferentes nomes da direita.
A estratégia pode ganhar importância ao longo da campanha, principalmente diante da necessidade de ampliar a base eleitoral e reunir diferentes grupos políticos em torno de uma candidatura competitiva.
Economia deve ocupar espaço central
O discurso adotado durante a agenda em São Paulo mostra que a economia deverá ocupar um espaço importante na campanha de Flávio Bolsonaro.
Questões relacionadas aos pequenos negócios, geração de empregos, impostos, renda e custo de vida devem ser utilizadas para tentar conquistar eleitores preocupados com a situação econômica do país.
Ao mesmo tempo, o candidato procura transformar a disputa em uma escolha mais ampla entre a continuidade do governo Lula e uma alternativa apresentada pelo campo da direita.
A agenda na Zona Leste faz parte da movimentação de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo e ocorre em meio ao aumento das articulações políticas para as eleições de 2026.