O que começou como um incêndio em uma área de vegetação terminou em uma noite de preocupação para moradores da região do Buritis e Olhos D’Água, na Região Oeste de Belo Horizonte. As chamas ganharam força, avançaram pelo terreno e chegaram perto de casas e galpões.
O cenário chamou atenção principalmente pela dimensão do fogo e pela proximidade com áreas residenciais. Com o vento forte, a fumaça se espalhou rapidamente e aumentou o medo de que as chamas mudassem de direção e atingissem os imóveis.
O incêndio começou nas proximidades do Mirante BH, na altura do número 400 da Rua Amilcar Viana Martins, também perto do Espaço Cidade Junina.
Chamas mudam a rotina dos moradores
Quem mora nas proximidades acompanhou o incêndio de perto e viveu momentos de apreensão. A preocupação aumentou porque a área atingida fica próxima de residências e galpões. O vento, além de alimentar as chamas, também poderia carregar fagulhas para outros pontos.
O engenheiro civil Evandro Queiroga, morador da região há 14 anos, contou que nunca tinha presenciado um incêndio daquela proporção no local.
“Moro aqui há 14 anos e nunca vi uma proporção dessa. Começou lá em cima, onde tem o local de shows, por volta das 16h. O pessoal aqui de cima fica muito vulnerável: se o fogo pular a rua, já era. Tá ventando muito”, relatou.
Bombeiros trabalham para proteger casas
O Corpo de Bombeiros mobilizou sete viaturas para atuar no combate às chamas. Mais do que simplesmente avançar sobre o fogo, a estratégia dos militares foi proteger os imóveis que estavam no caminho da linha de incêndio.
O cabo Patrick explicou que as equipes precisaram escolher os pontos mais importantes para concentrar o trabalho.
“Estamos fazendo o controle da parte mais importante, que são as edificações. Aguardamos o fogo chegar mais próximo para combater e fazemos esse monitoramento para equalizar o recurso, pois só um caminhão não é suficiente para o tamanho desta linha”, explicou.
Outras seis viaturas também trabalhavam em diferentes focos na região.
Uma cidade tomada por focos de incêndio
A ocorrência no Buritis aconteceu em meio a uma série de incêndios registrados simultaneamente em diferentes pontos de Belo Horizonte. A grande quantidade de chamados aumentou a pressão sobre o Corpo de Bombeiros e exigiu que as equipes distribuíssem os recursos disponíveis entre as áreas consideradas mais críticas.
Para conseguir chegar a alguns pontos do incêndio, os militares solicitaram a abertura de um posto de combustíveis da região, permitindo o acesso pelos fundos.
A própria rua também ajudou a conter parte do avanço das chamas, funcionando como uma espécie de aceiro natural.
Vento foi um dos maiores desafios
Mesmo com a existência da via entre a vegetação e algumas áreas residenciais, o vento continuou sendo motivo de preocupação.
A força das rajadas poderia levar brasas e fagulhas para outros pontos, criando novos focos e fazendo o incêndio avançar. Por isso, os Bombeiros mantiveram o monitoramento constante da área e concentraram o trabalho nas regiões que apresentavam maior risco para as edificações.
A orientação aos moradores próximos era permanecer atentos e deixar as casas somente se houvesse uma aproximação crítica das chamas.
Até o momento, não havia registro de feridos. As causas do incêndio ainda não foram informadas.