O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou uma médica que atuava como diretora-técnica da UTI Pediátrica do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, pela morte de seis recém-nascidos.
A denúncia foi recebida pelo Judiciário na segunda-feira (17). Segundo o Ministério Público, as mortes aconteceram entre maio e julho de 2024, após os pacientes apresentarem choque séptico e falência múltipla de órgãos.
De acordo com a investigação, os quadros clínicos estariam relacionados a uma grave contaminação intra-hospitalar provocada por bactérias multirresistentes dentro da unidade.

MP aponta falhas em protocolos
Segundo o MPPR, a médica teria deixado de fiscalizar e garantir o cumprimento de protocolos considerados básicos para a prevenção de infecções hospitalares.
A acusação aponta que a conduta teria contribuído para a criação de um ambiente favorável à contaminação cruzada entre pacientes.
Entre as irregularidades investigadas estão problemas relacionados à higiene e aos procedimentos adotados dentro da UTI Pediátrica.
Mortes ocorreram em 2024
As seis crianças morreram em um intervalo de aproximadamente três meses, entre maio e julho de 2024.
Segundo o Ministério Público, os pacientes desenvolveram choque séptico, uma resposta grave do organismo a uma infecção, e posteriormente apresentaram falência múltipla de órgãos.
A investigação busca determinar a responsabilidade da médica pela adoção e fiscalização das medidas necessárias para impedir a disseminação das bactérias dentro da unidade.
Denúncia ainda será analisada pela Justiça
A denúncia apresentada pelo MPPR dá início à fase judicial do caso. A médica responderá às acusações no processo e terá direito à defesa.
A responsabilização criminal dependerá da análise das provas e do andamento da ação na Justiça.
O caso também deverá continuar sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela investigação das condições sanitárias e dos protocolos adotados na unidade durante o período em que ocorreram as mortes.