O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue um possível vazamento de informações relacionadas ao caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A decisão ocorre em meio à divulgação de informações e mensagens atribuídas a uma investigação da PF que envolve Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e Fernando Bittar.
O objetivo da apuração determinada por Mendonça é esclarecer como informações que integram o procedimento investigativo chegaram ao conhecimento público antes da conclusão das medidas previstas no processo.
Ministro quer identificar origem do vazamento
A determinação de Mendonça prevê que a Polícia Federal apure a origem do vazamento e as circunstâncias em que informações sigilosas ou reservadas teriam sido divulgadas.
A investigação deverá verificar quem teve acesso aos documentos e se houve eventual violação de sigilo durante o andamento do caso.
A medida ocorre após a divulgação, pela imprensa, de trechos de documentos e mensagens que fazem parte das apurações envolvendo Lulinha.
Caso envolve suspeitas investigadas pela PF
A investigação da Polícia Federal analisa mensagens e outros elementos relacionados à atuação de Lulinha, Roberta Luchsinger e Fernando Bittar.
Segundo relatório da PF reproduzido pela revista Veja, os investigadores identificaram um suposto núcleo de atuação voltado à interlocução de interesses privados com agentes e órgãos da Administração Pública Federal.
As mensagens também levantaram suspeitas sobre possíveis articulações envolvendo negócios com o poder público e projeções de ganhos financeiros.
A PF ainda investiga qual teria sido a participação de cada um dos envolvidos e se as articulações identificadas poderiam configurar crimes como tráfico de influência ou corrupção.
Vazamento passa a ser alvo de investigação
Com a determinação de Mendonça, a Polícia Federal deverá agora investigar não apenas o conteúdo das informações divulgadas, mas também a forma como elas deixaram o âmbito reservado da investigação.
A apuração poderá identificar pessoas que tiveram acesso aos documentos e verificar se houve compartilhamento indevido de informações protegidas por sigilo.
A investigação sobre o eventual vazamento é independente da análise do conteúdo das mensagens e das suspeitas envolvendo os investigados.
Até o momento, a existência das mensagens e documentos divulgados não significa, por si só, que os crimes investigados tenham sido comprovados. O caso continua sob análise das autoridades.