A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou um esquema de tráfico interestadual de drogas comandado de dentro de um presídio em Mato Grosso do Sul. A investigação identificou que um detento de 31 anos negociava entorpecentes por meio das redes sociais, enquanto um comparsa fazia a distribuição das drogas em Brasília.
A investigação foi conduzida pela Seção de Repressão às Drogas da 27ª Delegacia de Polícia. Os agentes descobriram a atuação do grupo depois que o celular utilizado pelo detento foi apreendido, a pedido da PCDF, pelo setor de inteligência da unidade prisional em Campo Grande.
Vídeo chama atenção dos investigadores
A partir do conteúdo encontrado no aparelho, os policiais conseguiram identificar movimentações relacionadas à negociação e distribuição dos entorpecentes.
Segundo a investigação, o homem de 31 anos utilizava o celular de dentro da Penitenciária de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, para manter contato com pessoas que atuavam fora da unidade.
Os investigadores chegaram até um homem de 21 anos, apontado como responsável por distribuir as drogas no Distrito Federal.
Suspeito é preso durante entrega
A polícia descobriu que o suspeito teria uma entrega de drogas marcada no Núcleo Bandeirante.
Uma equipe acompanhou a movimentação e conseguiu prendê-lo em flagrante no momento em que ele faria a distribuição dos entorpecentes.
Depois da prisão, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no Setor de Oficinas.
No imóvel, foram encontradas porções de maconha e cocaína, dinheiro em espécie, uma balança de precisão e celulares.
Investigação aponta atuação entre dois estados
O homem de 21 anos foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e tráfico interestadual.
Já o detento de 31 anos, que permanecia preso em Mato Grosso do Sul, também passou a responder a novos procedimentos penais relacionados à investigação.
A análise dos aparelhos apreendidos poderá ajudar os investigadores a identificar outras pessoas envolvidas no esquema, além de possíveis fornecedores e compradores.
Esquema era comandado de dentro da prisão
O caso chama atenção porque, segundo a investigação, o detento teria continuado a negociar drogas mesmo estando dentro de uma unidade de segurança máxima.
O uso de celular teria permitido que ele mantivesse contato com o comparsa responsável pela distribuição dos entorpecentes no Distrito Federal.
A Polícia Civil ainda deve analisar o material apreendido para verificar a extensão da atuação do grupo.
Até o momento, as informações divulgadas pela corporação apontam para a participação dos dois homens identificados na investigação.