Consumidor poderá escolher fornecedor de energia e mudança promete reduzir conta de luz

Abertura do mercado de energia permitirá que consumidores escolham de quem comprar eletricidade e comparem preços e condições
Redação NC News
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Uma mudança no setor elétrico promete dar mais liberdade ao consumidor e aumentar a concorrência no mercado de energia. Com a abertura gradual do mercado livre de energia, consumidores poderão escolher de qual empresa comprar eletricidade.

A medida permitirá que o consumidor compare ofertas e negocie preços e condições diretamente com fornecedores, em um modelo semelhante ao que já acontece com operadoras de celular e empresas de internet.

Consumidor poderá escolher de quem comprar energia. – Foto: Agência Brasil
Consumidor poderá escolher de quem comprar energia. – Foto: Agência Brasil

Quando a mudança começa

A abertura do mercado será feita de forma gradual.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, consumidores industriais e comerciais de baixa tensão poderão começar a migrar em novembro de 2027. Para os demais consumidores, incluindo residenciais, a abertura está prevista para novembro de 2028.

Isso significa que o consumidor residencial ainda não poderá escolher imediatamente sua fornecedora de energia. A mudança dependerá da implementação das novas regras.

Como vai funcionar

Mesmo depois de escolher uma nova empresa para fornecer a energia, o consumidor continuará utilizando a rede elétrica da distribuidora local.

A distribuidora continuará responsável pela infraestrutura, manutenção dos fios e pela entrega da eletricidade até o imóvel. O que muda é a possibilidade de escolher quem fornece e comercializa a energia.

Na prática, a conta deverá separar os custos relacionados à energia daqueles referentes ao uso da rede de distribuição.

Mudança pode aumentar a concorrência

A expectativa do governo é que a entrada de novos fornecedores aumente a competição e permita que o consumidor encontre contratos mais vantajosos.

“O consumidor poderá comparar ofertas de energia, preços, condições contratuais e escolher a empresa que mais lhe convém.”

A ideia é que essa concorrência pressione os fornecedores a oferecer preços e condições melhores para conquistar clientes.

Consumidor ainda terá proteção

As novas regras também preveem mecanismos para evitar que o consumidor fique sem energia caso a empresa escolhida deixe de fornecer o serviço.

O modelo prevê o chamado Supridor de Última Instância, responsável por garantir o fornecimento em situações em que o fornecedor contratado tenha algum problema.

A mudança, portanto, não significa que cada consumidor terá uma rede elétrica diferente. A infraestrutura continuará sendo compartilhada, mas haverá maior liberdade para escolher a empresa responsável pela comercialização da energia.

A expectativa é que a abertura do mercado aumente a concorrência e, em determinadas situações, permita economizar na conta de luz.

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