Anúncio de “mini dinossauros” por R$ 500 quase engana morador de Minas Gerais

Oferta circulava pelo WhatsApp com imagens criadas por inteligência artificial e prometia mais fotos e vídeos dos supostos animais após pagamento via Pix
Redação NC News
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Um anúncio de “mini dinossauros” por R$ 500 quase fez um morador de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, gastar dinheiro em um animal que, obviamente, não existe. A oferta circulava pelo WhatsApp e usava imagens criadas por inteligência artificial para dar aparência de realidade aos supostos bichos.

A história aconteceu no dia 18 de agosto, mas ganhou força nas redes sociais nos últimos dias. O caso chamou atenção justamente pela forma como o anúncio foi apresentado: além das imagens dos “dinossauros”, o responsável pela publicação mostrava nos status do aplicativo supostos compradores e dizia que poderia enviar outros registros dos animais depois que o interessado fizesse um pagamento de R$ 500 via Pix.

Oferta parecia real

Segundo Vitor Hugo da Silva Monteiro, de 21 anos, técnico administrativo, o homem que quase fez a compra recebeu a publicação no status de um contato do WhatsApp e ficou interessado imediatamente.

A proposta era simples: bastaria pagar os R$ 500 para receber mais fotos e vídeos dos supostos animais.

A promessa, porém, levantou uma dúvida. Antes de transferir o dinheiro, o homem procurou um amigo e mostrou as imagens para saber se a oferta poderia ser verdadeira.

Foi quando Vitor percebeu que havia algo errado.

Ele analisou as imagens e identificou características típicas de conteúdos produzidos por inteligência artificial. O alerta foi suficiente para interromper a negociação antes que qualquer valor fosse enviado.

Supostos compradores ajudaram a convencer

O que tornou o anúncio ainda mais convincente foi a estratégia utilizada pelo responsável pela publicação.

De acordo com Vitor, o contato também colocava nos status do WhatsApp supostos relatos de pessoas que teriam comprado os animais. A intenção, segundo ele, seria criar a sensação de que outras pessoas já tinham adquirido os bichos e que, portanto, a oferta seria verdadeira.

A estratégia quase funcionou. O homem que recebeu o anúncio teria pensado que, se várias pessoas estavam comprando os supostos dinossauros, ele também poderia adquirir um.

O problema é que as imagens não mostravam animais reais.

História virou piada nas redes

Depois de evitar que o amigo fizesse o pagamento, Vitor achou a situação curiosa e decidiu contar o episódio nas redes sociais. A publicação feita no X, antigo Twitter, rapidamente ganhou repercussão e transformou a história dos “mini dinossauros” em uma espécie de fenômeno na internet.

O relato já alcançou 17 milhões de visualizações, além de 214 mil curtidas e mais de mil comentários. A repercussão também revelou que outras pessoas já tinham recebido anúncios parecidos.

Um internauta contou que chegou a mostrar uma oferta semelhante ao próprio pai. A resposta dele foi curta e direta: “Não compre nada. Isso dá trabalho”.

Dinossauros não eram reais

Apesar de as imagens utilizadas na publicação parecerem convincentes à primeira vista, elas haviam sido produzidas por inteligência artificial. Esse tipo de conteúdo tem se tornado cada vez mais comum na internet e pode ser usado para criar anúncios falsos, perfis fictícios e até supostos depoimentos de clientes.

No caso de Vespasiano, a tentativa de convencer o interessado ainda incluía a promessa de enviar novos vídeos e fotografias somente depois do pagamento. Ou seja: o comprador teria que pagar primeiro para receber provas de que o animal existia. Foi justamente nesse momento que surgiu a desconfiança.

Polícia Civil não encontrou ocorrência

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que não encontrou nenhum registro de ocorrência relacionado ao caso.

A corporação orienta que pessoas que sejam vítimas de golpes ou tentativas de fraude procurem uma delegacia ou uma unidade da Polícia Militar para registrar o boletim de ocorrência.

Mesmo sem prejuízo financeiro neste caso, a situação serve de alerta para quem recebe ofertas muito fora do comum pela internet. Antes de fazer um Pix, vale desconfiar, verificar a identidade de quem está vendendo e, principalmente, confirmar se o produto ou serviço realmente existe.

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