O homem suspeito de agredir a própria filha, uma bebê de apenas cinco meses, continuará preso em Belo Horizonte. A Justiça converteu a prisão em flagrante de André Valencio Telles em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (24).
O caso aconteceu no sábado (22), na Região de Venda Nova. Além das agressões contra a criança, o homem também é suspeito de ameaçar a mãe da bebê e outros familiares.
Mãe encontrou bebê sendo agredida
Segundo o relato apresentado às autoridades, a mãe da criança acordou por volta das 6h e encontrou o homem dando socos e tapas na bebê, que chorava.
Ela interveio para interromper as agressões e tentou chamar a Polícia Militar. Ainda conforme o depoimento, o suspeito teria tentado impedir que a polícia fosse acionada.
De acordo com o relato, ele teria ameaçado matar a mulher e outros familiares caso ela chamasse os militares.
A avó da criança conseguiu acionar a PM e também relatou ter sido ameaçada pelo investigado depois de denunciar o caso. O homem foi preso em flagrante no sábado e levado para a audiência de custódia nesta segunda-feira.
Bebê recebeu atendimento médico
Depois das agressões, a mãe e a avó levaram a bebê ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte.
A criança recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi liberada. O caso passou a ser acompanhado pelas autoridades responsáveis pela proteção da criança.
Justiça aponta gravidade do caso
Ao analisar a prisão em flagrante, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte, decidiu transformar a prisão em preventiva.
Na decisão, a magistrada considerou a gravidade dos fatos relatados e avaliou que a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública e proteger a integridade física e psicológica das vítimas.
A prisão preventiva significa que o suspeito permanecerá detido durante o andamento da investigação e do processo, sem que isso represente, neste momento, uma condenação definitiva.
Caso será acompanhado por órgãos de proteção
Além de manter o homem preso, a Justiça determinou que o caso seja encaminhado ao Conselho Tutelar responsável pela região onde a família mora.
A ocorrência também será comunicada à Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes e à Vara Cível da Infância e Juventude.
Os órgãos deverão acompanhar a situação da criança e avaliar as medidas necessárias para garantir a proteção dela e dos demais familiares envolvidos no caso.